<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830</id><updated>2012-02-16T15:42:41.028-03:00</updated><category term='Microcosmos; EMRIQI; Pax Mediterrânica'/><category term='Boccaccio; Freud; necessidade; Reich; Zé do Caixão'/><category term='Henrique Weber; Argentina; Dionísio; Nietzsche; apolíneo'/><category term='Homero'/><category term='Gregório de Matos; EMRIQI; poesia'/><category term='Desemmimmesmado; em mim mesmo; existência'/><category term='Foz de Iguaçu; Super-Homem; cidade'/><category term='Vida'/><category term='Morte;'/><category term='Fausto; Goethe; Reich; Diabo'/><category term='Charles Chaplin; José Mojica; Zé do Caixão'/><category term='Roteiro; Saara Nordestina; Novela;'/><category term='Zé do Caixão; Morte; Existência; Terror'/><category term='João Cabral de Melo Neto; cegueira;'/><category term='Estética; Apolo'/><category term='Cinema marginal; Cinema Novo; Copacabana Mon Amour; Rogério Sganzerla'/><category term='Formiga'/><category term='a Porta; piá; casa de louco'/><category term='Wando; Bossa B; brega'/><category term='Henrique Weber; Fernando Pessoa; homenagem ao poeta'/><title type='text'>Desemmimmesmado</title><subtitle type='html'>reflexões acerca de experiências, convertendo-se em filosofia. Nietzsche,  F. Pessoa, W. Reich, J. Cabral de Melo Neto, parâmetros para pensar, não para colocar limites.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-5045886346065248277</id><published>2008-04-18T17:40:00.002-03:00</published><updated>2008-04-18T18:07:37.044-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Microcosmos; EMRIQI; Pax Mediterrânica'/><title type='text'>PAX MEDITERRÂNICA ( MICROCOSMOS) - 1999</title><content type='html'>Falar deste poema é sensacional.&lt;br /&gt;Primeiramente, de um apanhado sem lógica alguma, os versos dele vão se ajeitando e formando idéias livres para o leitor atento,  intrigado ou fascinado, que compreende possibilidades incríveis de olhares sobre a vida, ou sobre fatos históricos. Eu posso dizer que já compreendi bastante deste poema, por mais que algumas pontes podem ser "viagem minha" ou "absurdo, sem lógica". Ainda, não sei se ocorrerá isto, não consegui entendê-lo como totalidade. na minha opinião, não há totalidade neste poema, pois ele fala do universo que é milhonéssimamente maior que a nossa lógica, ao que podemos entender. Se pensar que um inseto, vê milhares de cores e frequencias a mais que nós humanos. Ou, que eu existo aqui e existo lá, tudo ao mesmo tempo. Este poema é mais um reflexo dessa complexidade de nossa pequeneza.&lt;br /&gt;Este poema foi feito em conjunto por mim e por minha amiga Clariana Alba, pessoa muito sensível, bastante acolhedora, envolvida com a poesia, com a natureza. Estávamos na casa do Fábião ( Fábio Peres) com ele e a Lígia (Lili Mathias), assistindo Microcosmos, filme que retrata em minúcias a relação dos animais, das plantas, das águas, do barro, do vento, do sol....com todos eles, integralmente. Assistíamos o filme e espontaneamente começamos, num jogral, a declamar versos, um após o outro. O clima era de canais abertos ao cosmos e uma percepção de envolvimento e perda do limite racional. Eu anotava os versos e depois de alguns dias, ajeitei-os, e deu este maravilhoso poema de que gosto muito.&lt;br /&gt;Eram tempos da entrada na universidade, éramos calouros nesta época e da mesma turma. saudades!!! Com vocês....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;PAX ME&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;DITERRÂNICA (&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;MICROC&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;OSMOS)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;poema composto por EMRIQI e Clariana Alba&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H2O e ar não se misturam&lt;br /&gt;Como um espelho abandonado&lt;br /&gt;Mas se for necessário eles se unirem&lt;br /&gt;Para a libélula azul se aconchegar&lt;br /&gt;Ai então posso lhe contar os segredos do céu&lt;br /&gt;Que é azul assim, é um espelho do mundo&lt;br /&gt;Que as sombras das nuvens se façam no ar.&lt;br /&gt;Que as pedras da Lua e de Marte se unam&lt;br /&gt;Para dançar um balé cósmico&lt;br /&gt;Verde de reflexos do lago azul&lt;br /&gt;É a rã que se banha com devoção&lt;br /&gt;Numa tormenta de lágrimas.&lt;br /&gt;Guarda-chuvas brancos, algodões&lt;br /&gt;O caracol da vida no espiral do mundo, num espiral da nuvem&lt;br /&gt;O Sacrifício de Tito&lt;br /&gt;Assim como se movimenta faz metrô&lt;br /&gt;A nuvem que era gato virou um rato&lt;br /&gt;Formigas que entram e saem, interior&lt;br /&gt;Que o Kremilim da abelha se faz no mato&lt;br /&gt;A flor que embala a abelha, acalenta&lt;br /&gt;Pecado em minha cabeça se trâmita&lt;br /&gt;Cipó de folhas fazem besouros&lt;br /&gt;Cem mil pés para chegar aonde?&lt;br /&gt;Que destino!&lt;br /&gt;Que terra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutar, num corpo a corpo hereditário&lt;br /&gt;Desperta aos que estão dormindo&lt;br /&gt;Vá Quilombo dos Palmares, a capoeira está nascendo&lt;br /&gt;Luz se faz harmonia...&lt;br /&gt;Comida&lt;br /&gt;Alimento da terra&lt;br /&gt;Sagrado&lt;br /&gt;Entranhas da velhice, alimentação&lt;br /&gt;Bosque encantado&lt;br /&gt;Formas do tempo&lt;br /&gt;Que tempo! Que formas!&lt;br /&gt;Que entranhas, que velhice, que pernas&lt;br /&gt;Ponto final. é só uma nuvem.&lt;br /&gt;Sol...sol se pondo em algum lugar do universo, porque n'outro, ele está nascendo&lt;br /&gt;Berço, berço da vida, descanse em paz no violeta da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite tá vindo, né?&lt;br /&gt;Se liga na noite, na madrugada...&lt;br /&gt;...o horário&lt;br /&gt;Vigias da noite&lt;br /&gt;Crateras lunares&lt;br /&gt;São tão profundas&lt;br /&gt;Como eu ser humano imagino&lt;br /&gt;E como as mariposas nem imaginam&lt;br /&gt;Elas já sabem&lt;br /&gt;Elas já sabem as respostas.&lt;br /&gt;Lagos frios de Nuremberg&lt;br /&gt;Faz-se um estranho provergia&lt;br /&gt;Gigante tótem poderoso&lt;br /&gt;Do poder se faz a ideologia.&lt;br /&gt;Pianos de Bach nasceu catedral&lt;br /&gt;Portal da Igreja remanescente&lt;br /&gt;Espelho do espírito se faz transparente&lt;br /&gt;Formas geométricas racionais&lt;br /&gt;Fazem teclas de piano, fazem anéis de prata&lt;br /&gt;A corrida começou&lt;br /&gt;Que o lago contaminou o petróleo&lt;br /&gt;Da esperança, dá luz na natureza&lt;br /&gt;Esta música é um tesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-5045886346065248277?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/5045886346065248277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=5045886346065248277' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/5045886346065248277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/5045886346065248277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2008/04/pax-mediterrnica-microcosmos-1999.html' title='PAX MEDITERRÂNICA ( MICROCOSMOS) - 1999'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-209414511438813702</id><published>2008-04-01T23:16:00.005-03:00</published><updated>2008-04-01T23:46:14.332-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gregório de Matos; EMRIQI; poesia'/><title type='text'>OS BOCAS DO INFERNO - Gregório de Matos, Eu e a Patota...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_aZHonFtg4KU/R_LyFV4pXEI/AAAAAAAAADM/nnqS6yhsN60/s1600-h/gergorio+de+matos.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184472294644866114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_aZHonFtg4KU/R_LyFV4pXEI/AAAAAAAAADM/nnqS6yhsN60/s320/gergorio+de+matos.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para quem não conhece Gregório de Matos, apresento-o. Ele foi o Boca do Inferno, o poeta mais perigoso do séc. XVII na Bahia, autor de sátiras e humores ácidos frente a sociedade aristocrata colonial. Sua biografia pode ser vista no site da Wikipedia &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/GregÃ³rio_de_Matos"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/GregÃ³rio_de_Matos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos meus conhecimentos sobre este baiano-poeta, sua figura é muito discutida em relação a sua identidade: se ele foi um nobre aristocrata que para escrever sobre a aristocracia, se refugiava no pseudônimo Gregório de Matos, e não se sabe a identidade deste aristocrata. Ou, se esta pessoa foi da alta sociedade que percorreu as ruas boêmias agarrados a prostitutas, mulheres de melhor estirpe que as primeiras, também estigmatizadas, a gozar a vida e atirar farpas. Acredita-se, pelos indícios históricos, que ele foi a segunda opção, a mim, muito mais interessante. Existe também uma dúvida sobre a origem de seus poemas, de quem os escreveram, que tem relação com esta esquiva frente ao poder dos aristocratas. Neste texto de Haroldo de Campos, pode-se melhor compreender esta história, no sitio Jornal de Poesia - &lt;a href="http://www.revista.agulha.nom.br/har01.html"&gt;http://www.revista.agulha.nom.br/har01.html&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive aulas na Unb de barroco e, eu lembro que Gregório era um boêmio, de andar caído várias vezes pelas calçadas. Se eu tivesse conhecido este camarada, creio que seríamos grandes amigos, a vociferar verdades nuas, armas de afugentar burgueses, cagados pelos marginais loucos e bêbedos. Momento, onde a rua pertence aos de alma quente, que gozam o corpo celeste das estrelas e da via Láctea, impulsionados pelos cantos líricos da sacanagem, do falar baixo, em tons altos, a clamar e xingar honras a nobres poetas boêmios do passado, perpetuando a poesia dessas almas livres. A gozar também, das pernas rígidas e dos olhares desconfiados da instituição familiar, religiosa e burocrática. É o momento da rua, da música, do encontro, das carnes púdicas. Eu, Gregório (o Boca de Brasa), e a patota toda, a esticar o bigode, a exalar o cheiro da rua, misturado, e a contar piadas limpas da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarrados um ao outro, ombros amigos a duas pilastras de sangue etanoíco, a caminhar pelos Barrios e a soltar uma poesia após outra, e a clamar cada uma com o gargalhar de Dioniso e a levantar a “botilla de águqardiente”, e a tratar delicadamente às prostitutas, a convidá-las para cantar em outro bar, Gregório, diria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“EMRIQI, tenho um poema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;A UMA FREIRA, QUE SATIRIZANDO A DELGADA FISIONOMIA DO POETA, LHE CHAMOU PICA-FLOR.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Se Pica-flor me chamais,&lt;br /&gt;Pica-flor aceito ser,&lt;br /&gt;mas resta agora saber,&lt;br /&gt;se no nome, que me dais,&lt;br /&gt;meteis a flor, que guardais&lt;br /&gt;no passarinho melhor!&lt;br /&gt;se me dais este favor,&lt;br /&gt;sendo só de mim o Pica,&lt;br /&gt;e o mais vosso, claro fica,&lt;br /&gt;que fico então Pica flor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rá-ráraáráraááá !!! “Gregório – disse eu – o que dirá os deuses da sacanagem ?” “Somos nós, rárar´rar´rará, os poucos que não andam adormecidos!!! – esbraveja O Boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não podia faltar, eu emendo com um poema meu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Veja Gregório...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;PRIMAVERA&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Tu já deves ter visto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Os detalhes da primavera: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Sua flor é um belo misto &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;De cores e curvas em quimera. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;E, persisto nos detalhes, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Verás: o tão branco é o seu botão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Então, faça, afaste as folhagens &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;E entenderás minha paixão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Em nenhuma outra prima, uma flor &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Se abre tão rapidamente &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Quanto esta, num estalo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Que de tão perto, a mesma sente &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;A aproximação de outro talo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;É a minha primavera em seu sabor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Ora pois, disse o Boca, isto mi’cheira a sacanagem!!!&lt;br /&gt;- É Boca, Porra!!, você não viu, é a minha prima chamada Vera a quem vos falo!!! – esclareço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hahahahahahahah.....&lt;br /&gt;ahahahahahahah.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Boquinha, de doer o estômago, apóia-se em mim para sentar na calçada, puxa-me e me olha dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito boa...&lt;br /&gt;-Que, A piada? – pergunto&lt;br /&gt;-A prima, ora bolas? – esbraveja, ri e emenda:&lt;br /&gt;- EMRIQI, veja esta, já escrevestes para Onam?&lt;br /&gt;- Ah sim – respondo - todo dia dou-lhe a palavra!!!!”&lt;br /&gt;– ahahahahahh,&lt;br /&gt;Gregório dá um gole na botilla. “Veja então...”, toma um ar, e manda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;NECESSIDADES FORÇOSAS DA NATUREZA HUMANA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Descarto-me da tronga, que me chupa,&lt;br /&gt;Corro por um conchego todo o mapa,&lt;br /&gt;O ar da feia me arrebata a capa,&lt;br /&gt;O gadanho da limpa até a garupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busco uma Freira, que me desentupa&lt;br /&gt;A via, que o desuso às vezes tapa,&lt;br /&gt;Topo-a, topando-a todo o bolo rapa,&lt;br /&gt;Que as cartas lhe dão sempre com chalupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que hei de fazer, se sou de boa cepa,&lt;br /&gt;E na hora de ver repleta a tripa,&lt;br /&gt;Darei, por quem ma vaze toda Europa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo, quem se alimpa da carepa,&lt;br /&gt;Ou sofre uma muchacha, que o dissipa,&lt;br /&gt;Ou faz da sua mão sua cachopa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey Gregório – exalto - que beleza!!!&lt;br /&gt;Eu tenho um recado a Onam, também:&lt;br /&gt;Saio à atropelada num círculo na rua, e declamo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;PUNHETA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Poeta ser solitário, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Punheta em pensamentos a companhia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Tua. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Às vezes, o poeta punheta &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;A arte, o conhecimento &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;E, de tanta beleza em seus olhos, também punheta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Pobre poeta, pobre, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Punheta a dor e fazpede para parar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;E declama: Punheta não, punheta não! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Dono das árvores, do sol, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Dos bichos nos postes fios condutor, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Dono de tudo, meu poeta, respondes: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;"De tudo e de nada, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Faço tudo e fica nada, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Mas eu punheto, bem punheto".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora EMRIQI, muito bom, gostei!!! – disse o Boca – ajude-me a levantar... o boteco já vai fechar. Vamos bater pé por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Viva o Boca!!!”- exclamei. Hahaha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bar, depois de tanto empenho na arte da vadiagem, a sorrir para a Lua, que está nova, meio escondida, Gregório abre a sessão novamente:&lt;br /&gt;-EMRIQI, vou fazer jus a meu nome... segure esta. E Gregório lançou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;À DESPEDIDA DO MAU GOVERNO QUE FEZ ESTE GOVERNADOR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Senhor Antão de Sousa de Meneses,&lt;br /&gt;Quem sobe a alto lugar, que não merece,&lt;br /&gt;Homem sobe, asno vai, burro parece,&lt;br /&gt;Que o subir é desgraça muitas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fortunilha autora de entremezes&lt;br /&gt;Transpõe em burro o Herói, que indigno cresce&lt;br /&gt;Desanda a roda, e logo o homem desce,&lt;br /&gt;Que é discreta a fortuna em seus reveses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem (sei eu) que foi Vossenhoria,&lt;br /&gt;Quando o pisava da fortuna a Roda,&lt;br /&gt;Burro foi ao subir tão alto clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois vá descendo do alto, onde jazia,&lt;br /&gt;Verá, quanto melhor se lhe acomoda&lt;br /&gt;Ser home em baixo, do que burro em cima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E a patota toda zoava da Vocênhoria, e alguns emendavam piadas e outros defendiam-no.&lt;br /&gt;Eu coloquei: - Eu não gosto de hipocrisia: um dia havia dois amigos a falar mal e contar galhardias da mulher de um terceiro amigo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ali... ali mesmo naquela mesa...&lt;br /&gt;Aproveitei para escrever num guardanapo e enviei pelo Manoel pros marmanjos. Dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;CONVERSA DOS NAMORADOS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Você fala de boca cheia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Da sua vizinha, dessa vida alheia, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Pro seu amigo que ri, e não confessa, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Que o seu problema tá maior que essa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Você que há muito nesta conversa induz, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;A mostrar-se um quase-perfeito garanhão, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Queres o teu amigo que te seduz! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Queres comer com a bunda na sua mão! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Então, não venha com este papo furado, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Estou de fora e vejo: és tão homossexual &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Quanto o fulano que tu tanto falas mal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Pois, fantasmas nesta área, muitos têm. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;E, assim como falas, queres comer alguém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;E, por orgulho, não queres aparentar pro amado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Opa! Que queres dizer com isto, gajo?! – Gregório me olha espantado.&lt;br /&gt;- Ahahaha, Porra Boca, fala sério...sou da psicanálise...ahahahahahahaha&lt;br /&gt;- Reichiana!!!.... emenda o danado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, o Boca resolve ir embora, que amanhã se encontrará com Maria dos Povos, mas antes, recomenda-me para não escrever estas coisas no meu Blog, “pode queimar teu filme... vão achar que és viado!!!”, “ahahahahahahahah”, “Mas é sério – e recomenda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;CONTEMPLANDO AS COISAS DO MUNDO DESDE O SEU RETIRO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Neste mundo é mais rico, o que mais rapa:&lt;br /&gt;Quem mais limpo se faz, tem mais carepa:&lt;br /&gt;Com a sua língua ao nobre vil decepa:&lt;br /&gt;O Velhaco maior sempre tem capa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostra o patife da nobreza o mapa:&lt;br /&gt;Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;&lt;br /&gt;Quem menos falar pode, mais increpa:&lt;br /&gt;Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A flor baixa se inculca por Tulipa;&lt;br /&gt;Bengala hoje na mão, ontem garlopa:&lt;br /&gt;Mais isento se mostra, o que mais chupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a tropa do trapo vazo a tripa,&lt;br /&gt;E mais não digo, porque a Musa topa&lt;br /&gt;Em apa, epa, ipa, opa, upa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ahahahahahahah.....&lt;br /&gt;E o Boca me dá uns tapinhas nas minhas costas, e diz: "Tchau, até más",“Manoel, quanto saiu?”.&lt;br /&gt;O Manoel, dono do bar, diz que a conta já foi paga.&lt;br /&gt;Eu ainda fico, para curtir mais um pouquinho, amanhã é folga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;“Tchau Boca!!!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para conhecerem mais poemas de Gregório de Matos e Guerra, tem estes sítios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/gregorio.html"&gt;http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/gregorio.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.revista.agulha.nom.br/grego.html"&gt;http://www.revista.agulha.nom.br/grego.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para os poemas de EMRIQI, continue a acompanhar este blog.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-209414511438813702?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/209414511438813702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=209414511438813702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/209414511438813702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/209414511438813702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2008/04/os-bocas-do-inferno-gregrio-de-matos-eu.html' title='OS BOCAS DO INFERNO - Gregório de Matos, Eu e a Patota...'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_aZHonFtg4KU/R_LyFV4pXEI/AAAAAAAAADM/nnqS6yhsN60/s72-c/gergorio+de+matos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-3405243944064770366</id><published>2008-02-16T11:05:00.006-03:00</published><updated>2008-02-16T12:42:30.249-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João Cabral de Melo Neto; cegueira;'/><title type='text'>O Artista Inconfessável ( Eu e João Cabral)</title><content type='html'>(Aqui, faço uma reflexão me amparando no belo poema, começando a falar sobre o meu blog para pensar em algo maior, de repercussão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai aí, no poema, o meu sentimento em relação a este blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;O ARTISTA INCONFESSÁVEL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Fazer o que seja é inútil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Não fazer nada é inútil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Mas entre fazer e não fazer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;mais vale o inútil do fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Mas não, fazer para esquecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;que é inútil: nunca o esquecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Mas fazer o inútil sabendo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;que ele é inútil, e bem sabendo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;que é inútil e que seu sentido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;não será sequer pressentido,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;fazer: porque ele é mais difícil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;do que não fazer, e dificil-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;mente se poderá dizer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;com mais desdém, ou então dizer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;mais direto ao leitor Ninguém&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;que o feito o foi para ninguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                         (&lt;span style="color:#009900;"&gt;João Cabral de Melo Neto -&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;Museu de Tudo&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de colocar photos, enfeitar o blog, deixá-lo mais agradável, mas não consigo, eu perco muito tempo com isto. Tempo que para mim, no momento, é precioso.&lt;br /&gt;Eu acredito nos meus textos! Não digo que são brilhantes, que faço análises ótimas, mas eu até que escrevo bem, apesar de algumas idéias se encontrarem dentro de outras e estas dentro de mais outras, e eu vou puxando-as, meus textos são interessantes, tem tempero. Enfim, é duro dizer de mim e eu me elogiar, mas é com este leitor ninguém que eu dialogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo, faço o blog sabendo que é inútil, para nunca esquecer, e tomo muito cuidado porque eu me imagino me expondo para 1.000.000.00... de pessoas. Penso na minha profissão, na minha pessoa e consigo ser assim, mais eu (expressão vazia - mas decerto seja isto - eu me esvazio diante da certeza, da escrita e me preencho diante de novas formulações, caminhos da releitura de meus textos).&lt;br /&gt;Sei que os tempos são pós-modernos e há uma cegueira geral, uma confusão, uma diluição de referências, e as pessoas se agarram a pedaços de barco que se rompeu, ilhados. Já enviei quatro, cinco textos entre contos, roteiros, poesias e ninguém me respondeu a não ser dois dos amigos meus dos cinquenta que enviei. As pessoas com quem convivo, nem sequer um comentário. Não leram. E eu não me admiro muito com isto pois, eu tenho dificuldade também de ler "textos grandes" na internet ( mas, textos dos amigos eu faço questão de ler, apesar de não receber). &lt;strong&gt;O que está acontecendo ?&lt;/strong&gt; As pessoas não lêem nem os textos dos amigos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais um comentário: para mim João Cabral é o melhor poeta brasileiro e dos melhores do mundo. Não se ocupem com a palavra melhor e sim com a João.&lt;br /&gt;Me perdoem os que acham que o maior é Drummond. Não entendo quando li numa revista que o Brasil (decerto, intelectuais, escritores) elegeu Drummond como o maior. Creio que em técnica João Cabral não fica atrás (mesmo porque ele é muito técnico). Mas, os poemas do Drummond são tão sem graça! o João Cabral tem fogo, ferro da peixeira, aponta mazelas, mostra a veia calejada por onde o sangue corre, não como o leito de um rio harmônico, mas como o solo de um rio intermitente, encrustrado de sol na terra.&lt;br /&gt;E digo mais: João Cabral não perde para Fernando Pessoa (considerado o maior do mundo). Aqui, não coloco em competição. João Cabral traz muito a bela metáfora, embriagante, dilacerante do olhar Realidade, sendo assim, alucinante, porque a Realidade é a loucura e a Fantasia é a fuga, ilusão e normalidade dos sentidos. E mediante a isto, creio que João não é visto pelos cidadãos - cultos - brasileiros porque a colônia continua a enxergar Portugal, Inglaterra, Estados Unidos. Temos um Pessoa aqui no Brasil chamado João Cabral de Melo Neto, um Severino para o leitor ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-3405243944064770366?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/3405243944064770366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=3405243944064770366' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/3405243944064770366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/3405243944064770366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2008/02/o-artista-inconfessvel-eu-e-joo-cabral.html' title='O Artista Inconfessável ( Eu e João Cabral)'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-6978592260384197983</id><published>2008-02-14T07:18:00.003-03:00</published><updated>2008-02-14T07:25:50.562-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fausto; Goethe; Reich; Diabo'/><title type='text'>FAUSTO, GOETHE e REICH</title><content type='html'>Acabei de ler o livro de Goethe e achei-o muito interessante. É um clássico! Naqueles tempos, posso imaginar que tenha despertado a ira de muitos; hoje, despertaria também. Goethe mostra Fausto, um médico, filósofo, teólogo, homem da ciência, que está confuso quanto à verdade universal. Este homem, que se diz, pretensiosamente, um grande intelectual, sofre um grande vazio e resignação frente aos outros homens, ao povo, onde julga-os serem inferiores. Fausto que sofre do desejo reprimido em sua carne, busca ascender a uma vida melhor no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mefistófeles, o Demônio, bate à porta do céu para falar com Deus e como bons amigos, faz um desafio a Deus: o de levar a alma de Fausto; homem que deverás, trilha um caminho de sacrifícios para chegar à Iluminação. Deus consente, dando “carta branca” a Mefisto. Aqui é interessante a posição de Goethe, onde coloca o Diabo e Deus em uma posição de complementariedade, onde um não existe sem o outro, ambos justos. Mas, Goethe coloca Deus no controle e superior a tudo. Suprime a concepção que um é do mal e outro é do bem. Deus, neste caso, precisa aceitar as ações do Diabo como prova da vida e da Iluminação a serem conquistado pelos homens. Creio que Goethe recorre aos mitos da Antiguidade Clássica, quando os deuses fazem dos humanos fantoches e riem muito disto e, é uma crítica contundente aos preceitos da Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mefisto vai até Fausto, quando este, em seu desespero, prepara-se para beber veneno, buscando, pretensiosamente, dar co´s pés nas portas do céu. Mefisto não diz nenhuma mentira, joga claro com Fausto. Este, que já leu de tudo e ‘entende de tudo”, acredita ser um espírito bom e já se entrega prontamente. Depois de várias promessas que Mefisto faz, Fausto diz que Deus nunca aparecera para ele e que ele aceita o acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui eu vejo no caráter de Fausto uma explicação reichiana para que o protagonista sele acordo com o diabo. Fausto selou o acordo mediante a promessa que Mefisto fez de ele conseguir uma dama. Fausto sabia que faria acordo com o Diabo, mas apostou tudo para desfrutar do corpo de uma donzela, mesmo que a morte o levasse após isto. Fausto:&lt;br /&gt;“ &lt;strong&gt;Maldigo tudo então que o homem martiriza,&lt;br /&gt;Com farsas e ilusões o cerceia e entibia,&lt;br /&gt;Num mundo de infortúnios o prende e escraviza&lt;br /&gt;Com as forças obscuras e tanta fantasia&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fausto sabia de que nada valia Saber se não pudesse ser fulminado nos braços de uma mulher. Sabia que sem amor/sexo o homem estava fadado a viver na ilusão e na fantasia e a sorte de forças obscuras de seu próprio desejo.&lt;br /&gt;Desta maneira, Fausto se corrompe (seus valores) porque ele nega a abstinência que a cultura católica (moral) dita; ele se faz humano e se mostra irracional, pois seu corpo clama para saciar seu fogo interno: “&lt;strong&gt;Mergulho com prazer em toda a perdição&lt;/strong&gt;”, pois “ &lt;strong&gt;Escravo sempre sou, em tudo o que empenho&lt;/strong&gt;”. Fausto está preso a um desejo reprimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;O espírito de Deus a mim já desprezou!&lt;br /&gt;Desligado estou da própria natureza&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fausto sabia que era um ser deformado ou pervertido e fez a sua escolha. Ele estava com muitas defesas para não sentir este fogo interno, para não sentir a força obscura, para não sentir sua miséria existencial. A tormenta é sentir este fogo. Seus sentimentos são ambivalentes como Reich demonstra: se a energia sexual não é descarregada, esta se lança para dentro e vai formar os impulsos secundários ( inclusive o que Freud chama de instinto de morte), que em última instãncia é a neurose. O suicídio é para Reich uma maneira brusca de liberar a energia sexual mediante a desfragmentação do corpo (ou seja, o corpo “explode”, pois se torna um panela de pressão). Fausto tinha ambivalências (impulsos secundários) de sentimentos em relação a Mefisto e Margarida (dama) e estava profundamente imbuído da moral católica que proíbe/ pune os prazeres sexuais e alimenta a neurose/ambivalência.&lt;br /&gt;Outro sintoma de sua repressão sexual está na idealização de tudo. Reich mostra bem que com a repressão sexual, a sublimação em seus pequenos gozos se dará predominantemente na região cerebral, onde ali se concentrará grande parte da energia (sexual).&lt;br /&gt;É como dar lingüiça ao cachorro esfomeado, ou melhor, fazer da coleira do cachorro lingüiça para amarrar o cão. É certo que o cão comerá a lingüiça e se libertará da coleira. É isto que faz a toda a Igreja que tem no sexo o ato pecaminoso, sujo, baixo, feio, cheio de regras e moral. As pessoas pecarão!! O Deus de Goethe certamente não é o mesmo dessas igrejas. Mas a moral no contexto da obra é sim o mesmo dessas igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analiso só mais esta frase de Fausto: “&lt;strong&gt;Hoje me inspira horror toda e qualquer ciência&lt;/strong&gt;”. Fausto era um cara frustrado com sua sabedoria. Ele não sabia o que fazer com ela, pois já havia lido de tudo e não havia achado a verdade. Ele por mais que era homem da ciência não conseguia dialogar com seu assistente que se mostrava mais sábio que ele. No fundo, Fausto não conseguia fazer ciência pois este trabalho era muito árduo e ele era incapaz de fazê-lo devido a privação de que passava, a privação sexual. Com seu biossistema funcionando encouraçadamente, ele não podia suportar mais tensão (desprazer/ privação) que é o que uma descoberta científica exige. Suas conclusões eram ilusórias, pois seu corpo funciona através da miséria existencial (emoção) que sentia.&lt;br /&gt;Por isso que Reich é atual, ele entendeu a unidade funcional mente-corpo, o que hoje, cientistas da física quântica estão dizendo a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mefisto, que é o complemento de Deus, é o Espírito da Terra, da tentação, do desejo, creio que o Dionísio grego. Ele tem a postura nobre e é muito leal. Não pretende levar Fausto ao trágico Fim, como Fausto acredita, e sim, acredito eu, agremiá-lo no time daqueles que cedem aos desejos carnais. Deus aceita, como se estes fossem duas grandes multinacionais em que não precisassem disputar por um cliente, agremiá-lo. Mefisto traz algumas frases que estão de acordo com os preceitos reichianos e, toda a obra de Goethe está repleto de frases chaves que mostram a sabedoria do poeta sobre a vida ( e é por isso que este livro é um clássico). Mefisto:&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Ouve:- ao gozo e às ações&lt;br /&gt;te convidam com razões&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;Estes versos sintetizam aquilo que Reich sintetizou da vida: “ &lt;strong&gt;O amor, o trabalho e o conhecimento são as fontes da nossa vida. Deveriam também governá-la&lt;/strong&gt;”. Não sei se Reich leu esta obra, mas as duas relacionam igualmente estes conceitos: a consciência ( razões) permeando o amor (gozo) e o trabalho (as ações).&lt;br /&gt;Outro verso de Mefisto:&lt;br /&gt;"&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Mira, meu bom senhor, os bens desta existência!&lt;br /&gt;Como coisas humanas as vemos dia a dia,&lt;br /&gt;Devemos sempre agir com a máxima prudência,&lt;br /&gt;Cuidar que no viver não nos falte alegria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Um carrasco tu és!&lt;/span&gt; Mãos e pés certamente,&lt;br /&gt;E a cabeça e as nádegas são todos teus.&lt;br /&gt;Também todos os bens, que gozo livremente,&lt;br /&gt;Deixam por acaso de ser sempre meus?&lt;br /&gt;Se eu posso adquirir seis poldros bem fogosos,&lt;br /&gt;Não são minhas forças que eles todos têm?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Então, coragem! Larga os humanos sentidos,&lt;br /&gt;E no âmago do mundo entremos comovidos!&lt;br /&gt;E digo com razão: o homem, ser pensante,&lt;br /&gt;É como um animal no deserto perdido,&lt;br /&gt;Por espírito mau em círculo envolvido,&lt;br /&gt;Que em torno vê miragem, bela, verdejant&lt;/span&gt;e!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos versos &lt;span style="color:#009900;"&gt;em verde&lt;/span&gt;, percebe-se a sabedoria: que no ser pensante, se este está envolvido por espírito mau (sexualmente insatisfeito, mal-humor, pestiado) tudo o que em torno vê será uma ilusão, um falseamento da realidade. Isto, para um intelectual é a morte, a prisão, pois ele sabe que de nada adiantará seu raciocínio. Reich já dizia que o fenômeno que nós lemos com os nossos olhos segue a emoção que nós estamos sentindo. Se estamos maus, nossa visão será pessimista; se estamos tranqüilos, nossa visão estará mais próxima da parcimônia e da realidade. Por isso que Reich visou uma terapia que visasse a desobstrução da energia corporal-sexual da cabeça indo no sentido descendente à pélvis, para ter um melhor descarregamento sexual e não ficarmos sob a neurose que influí em nossos pensamentos. Esta terapia reichiana se chama “vegetoterapia”.&lt;br /&gt;No verso &lt;span style="color:#ff9966;"&gt;em laranja&lt;/span&gt; mostra que a pessoa é a carrasca da própria pessoa, pois ela é a primeira a inibir/ punir a ela mesma. É o que Freud chamou, decerto, de super-ego. A pessoa própria se martiriza. Este martírio nada mais é que se defender do fogo interno ou de algo que supostamente internalizamos como um interdito(cultural), ou a pessoa se machuca ( no caso do masoquista) por uma culpa enorme, do qual se machucar será uma válvula de escape para a sua enorme angústia. Se machucando, a pessoa sente um prazer/dor do qual descarrega um pouquinho sua energia (o gozinho).&lt;br /&gt;E &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;em azul&lt;/span&gt;, o Diabo deixa bem claro que temos que ser agressivos e ir em busca dos bens da existência: comida, abrigo, sexo, místico. E não deixar que nos falte alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala sério se Deus é o pai, o Diabo é a mãe. Deus fica lá, mais afastado, cuidando de nosso destino e a mãe alimenta, nos coloca no colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fausto depois que conseguiu o amor de Margarida, despreza Mefisto. Mas um grande desastre acontece que coloca Margarida atrás das grades e Fausto com a ajuda de seu leal companheiro vai tirá-la da prisão. Ela não aceita. Ela que está enfurnada na moral católica prefere a morte que sair da prisão, e ficar com um peso na consciência do crime que cometeu. Aqui Goethe mostra, assim como Reich, que muitos já estão “mortos”, apagados na vida, por uma moral que tomou a consciência das pessoas e que não permite esta de gozar a vida. Não preciso dizer, mas sua energia sexual estará tão bloqueada que fará uma verdadeira muralha onde encastelará este fogo interno e junto encastelará a pessoa da Vontade de viver a vida. É esta Vontade que Nieztsche frisou tanto, e tanto apunhalou a moral católica.&lt;br /&gt;Ao final, Fausto vai com o Diabo e deixa Margarida que já está perdida, morta, esperando ser levada ao céu. Interessante este final, da consciência de um homem que preferiu estar com o Mefisto do que com a moral católica (Margarida – que pede para os dois ficarem na prisão se amando, o amor eterno, romãntico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço aos que chegaram até aqui. Este ensaio é uma relação do Fausto de Goethe ( um dos maiores poetas do mundo) com a teoria psicológica de Wilhelm Reich. É um breve ensaio, mas as correlações são muitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de contar sobre o livro, recomendo-o.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-6978592260384197983?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/6978592260384197983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=6978592260384197983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/6978592260384197983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/6978592260384197983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2008/02/fausto-goethe-e-reich.html' title='FAUSTO, GOETHE e REICH'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-5320283483820354972</id><published>2008-01-11T21:05:00.000-03:00</published><updated>2008-02-04T10:46:01.185-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Henrique Weber; Fernando Pessoa; homenagem ao poeta'/><title type='text'>Pensando em Pessoa</title><content type='html'>Apresento dois poemas meus, o primeiro numa linda homenagem ao poeta, e o segundo tentando capturar um pouco o seu espírito, a sua estética:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;"&lt;/span&gt;A alma-poeta, de pessoa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;É o olor da flor-de-lis, boa.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;LÁ ESTÁ EU (A MALA)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meu dono foi abandonado em pé.&lt;br /&gt;O maquinista da Estação não parou.&lt;br /&gt;Meu dono ficou petrificado como que&lt;br /&gt;Aguardando pelo passado. Por este mesmo&lt;br /&gt;Que passou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele que tantou lutou,&lt;br /&gt;Perseguiu seus ideais e tanto esperou "o momento".&lt;br /&gt;Caminhou com a imaginação,&lt;br /&gt;Se alimentou com sonhos.&lt;br /&gt;Ele que foi tão assediado pelo herói&lt;br /&gt;(Sua família assediou-o também, mas pouco agiu).&lt;br /&gt;E fez curso de contabilidade/advocacia.&lt;br /&gt;Ele que foi tão elogiado por sua visão de mundo.&lt;br /&gt;Foi creditado a fazer um grande serviço,&lt;br /&gt;Teve seu rosto cuspido e não-estapeado por pena, por desprezo,&lt;br /&gt;Foi taxado de pretensioso pelo Sr. Amargurado.&lt;br /&gt;E mesmo aí, algo nele fez mover suas perninhas para fora do Banco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu dono me carregou até o pátio.&lt;br /&gt;Daqui, carreguei-o...&lt;br /&gt;Seus olhos-olheiras quedos, baixos, monstruosamente mortos,&lt;br /&gt;Como que um cachaceiro, que depois de perder sua fortuna,&lt;br /&gt;Apostas em corridas de cavalos, volta ao Jóquei, e perde o dinheiro da cachaça.&lt;br /&gt;Meu dono que perde as palavras "O-QUE-ACONTECEU-?",&lt;br /&gt;Letras que caem no abismo e ele as enxerga, do meio da ponte. Ao fundo, assiste sua imagem finda.&lt;br /&gt;Homem que perdeu suas chances, depois de 30 largos anos, e que ganhou só a barriga.&lt;br /&gt;Homem que ficou nú em plena noite de gala, com toda a classe de homens prestigiados e donzelas preteridas, a sorrirem.&lt;br /&gt;Homem que carrega nas costas o peso do mundo e tropeça em cadáveres dos fantasmas no cemitério mal cuidado.&lt;br /&gt;Carrego-o, esta massa, até a Estação donde temos que voltar&lt;br /&gt;Para a Cidade de Pedra, linda cidade de sua infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá parado, entre poucos transeuntes,&lt;br /&gt;Sua única lágrima cristalizara.&lt;br /&gt;Este último sinal de adeus deixa o deserto de sua alma.&lt;br /&gt;E eu fico agarrado a ele,&lt;br /&gt;Aguardando-o, seu comando ou a sua...&lt;br /&gt;( não sei - morte?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto que espero ( ele comigo na mão),&lt;br /&gt;Resolvo me soltar ao chão e seguir.&lt;br /&gt;Abrir-me: Folhas Velhas se soltam ao tempo,&lt;br /&gt;Passando pelo trilho de ferro da Estação,&lt;br /&gt;Pilastras, basuras, árvores, outros papéis, poeiras, bancos da praça.&lt;br /&gt;E percorro outra mão, dizendo adeus àquele que me apeguei longos anos,&lt;br /&gt;Desgarrando-me daqui, que um dia fui eu, meu dono.&lt;br /&gt;Sinto-o deixar, mas há coisas que não voltam mais.&lt;br /&gt;Engano meu? Será? Talvez.&lt;br /&gt;Mas aquele homem não existe mais pois, foi ele que se deixou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui colocado numa oficina,&lt;br /&gt;Ao lado de caixas de ferramentas.&lt;br /&gt;Estou eu lá, de couro, observando um trabalho artesanal.&lt;br /&gt;Homens de barba amarelada, sujos de graxa.&lt;br /&gt;TOC-TOC-TOC-, TAC-TAC-TAC, TUM-TUM-TUM !!!&lt;br /&gt;A consertar, sorrir, gritar e dar pancada.&lt;br /&gt;Em breve, servirei para trabalhar, carregando peças ou novos papéis contábeis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Enquanto isto observo, sigo no meu galpão cheirando a madeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-5320283483820354972?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/5320283483820354972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=5320283483820354972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/5320283483820354972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/5320283483820354972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2008/01/pensando-em-pessoa.html' title='Pensando em Pessoa'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-1753604751302767663</id><published>2007-12-20T13:51:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T14:19:10.908-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roteiro; Saara Nordestina; Novela;'/><title type='text'>Saara Nordestina</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;SAARA NORDEST&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;INA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roteiro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;Cena Inicial&lt;/span&gt; – noite – Câmera grua-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cam segue o mosquito (nas costas) que vem em direção a um barracão todo de madeira, e entra pelo buraco entre o teto e a parede. Um barracão situado no sertão árido nordestino... O mosquito pousa numa prateleira. O barraco, por dentro, possuí várias engenhocas penduradas nas paredes, tipo, cortador de lata, regador, coisas estranhas, de uso, tudo de material ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;Cena 2&lt;/span&gt; – close na Regina ( morena encorpada com 38 anos, sempre andando bem arrumada)- cam pega Regina de outras maneiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regina&lt;/strong&gt; corta com uma faca um pedaço de bolo.&lt;br /&gt;“amanhã será um grande dia... (pausa)”&lt;br /&gt;“serei famosa...(suspiro) famosa na capital”&lt;br /&gt;“Ninguém me segura... a Regina, do Sertão, despontando do buraco para a Civilização”&lt;br /&gt;“Tudo bem que é com a...”&lt;br /&gt;“Samuel, como é que se chama mesmo o invento?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Samuel&lt;/strong&gt; ( senhor barbudo e com seus cabelos longos, ambos brancos, um pouco cansado, de seus 64 anos) numa rede, responde:&lt;br /&gt;“Bicicleta, Regina”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regina,&lt;/strong&gt; tensiona e exclama em bom tom:&lt;br /&gt;“Porra Samuel, B-I-C-I-C-L-E-T-A!!!” “Não poderia se chamar REGINETE!!”&lt;br /&gt;“Que raios, inaugurarei uma ‘mixa’ de uma bicicleta”&lt;br /&gt;(pausa) “é o que tem né...fazer o que? Se isso daí valesse mais que um cavalo, eu seria mais feliz”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Samuel, você precisa inventar algo maior”&lt;br /&gt;“ Você só faz abridor de lata, de garrafa, alicate, só coisas pequenas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Regina fala sentada, de cabeça baixa, em baixo tom, confidenciando a si mesma, mas para Samuel ouvir)&lt;br /&gt;“Foi o meu maior vexame, quando inaugurei aquele abridor de garrafa com rosquinha...”&lt;br /&gt;“Uh!!!”&lt;br /&gt;“Não sei como me submeti a isto, nunca mais quero pagar este mico”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Samuel&lt;/strong&gt; terminando de comer o bolo, com prato na mão, se ajeita na rede, numa postura mais ereta:&lt;br /&gt;“É Regina, mas amanhã é coisa grande...vai revolucionar a cidade grande”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regina&lt;/strong&gt;, escuta, e mais esperançosa, ansiosa, sonha com sua fama:&lt;br /&gt;“Amanhã de manhã vem a mídia, a televisão!!!” (pausa)&lt;br /&gt;“Por que você não inventou a televisão, Samuel ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina corta outro pedaço de bolo e oferece a Carlos ( rapaz de seus 31 anos, cabelo escuro, curto, magro e estatura de 1m70) que estava sentado, ouvindo-os. Oferece outro pedaço a Samuel, mas ele acena que “não”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regina&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;“Samuel, você vai querer beber com a gente lá no bar ? o Carlos veio nos chamar !”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Samuel&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;“Regina, Regina, você sabe que eu não bebo... e amanhã será um longo e agitado dia” “Entrevistas, Regina, repórteres!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regina&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;“Ah! ... então, nós vamos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 3&lt;/span&gt; – externa – noite – Regina e Carlos saem do barraco e andam na cidade de barro. Um bar desponta de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina e Carlos saem do barraco. E &lt;strong&gt;Regina&lt;/strong&gt; logo puxa a conversa:&lt;br /&gt;“E aí Carlos, eu preciso de uma resposta sua...” “Vamos meu amor!!” “ venha fugir comigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos, mostra indecisão, abaixa a cabeça e pensa numa maneira de se colocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regina:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Eu preciso tanto de um homem pra me proteger”&lt;br /&gt;“um caralho duro, possante, invadindo a minha xoxota”&lt;br /&gt;“Sentir o seu dedinho abrindo o meu cuzinho e aí...aí meu Deus!!”&lt;br /&gt;“Venha... eu preciso de alguém para me foder todos os dias” “Você vai de cavalo e eu com esta maldita BICICLETA”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 3.1&lt;/span&gt; – &lt;span style="color:#00cccc;"&gt;onírica&lt;/span&gt; (efeitos de sonhos) – Regina imagina Carlos em cima do cavalo, sorrindo, eles lado-a-lado, ela de bicicleta, de mãos dadas ( o braço de Carlos, bizarramente comprido esticado). Ambos se olhando, apaixonadamente.&lt;br /&gt;Volta Cena 3, &lt;strong&gt;Carlos&lt;/strong&gt; corta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Regina...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regina:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“fala meu amor, fala” “Vamos ser felizes...sair por aí, pelo mundo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Regina, eu preciso te falar uma coisa...” (Regina ao fundo começa a fazer uma cara de estranhada, assustada, seu rosto se deforma mostrando seu medo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu vou me casar com Rosinha”&lt;br /&gt;“E não é certo, nessa cidade, um homem casado ter uma amante”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------Corte------ ---------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 4&lt;/span&gt; – Bar externa – na mesa de sinuca&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regina:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“NNNããããããããooooooo!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina solta o taco e se joga na mesa de sinuca, deitando o seu rosto, agarrando as bolas para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Close no &lt;strong&gt;jogador&lt;/strong&gt; com palito no dente, ao lado de Carlos, vira o pescoço para Carlos e diz:&lt;br /&gt;“Porra, com a Regina é Fóda”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 5&lt;/span&gt; – no meio da Rua – Noite – Regina volta chorando, a passos largos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regina&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;“droga... Droga... droga !!!”&lt;br /&gt;“Que vida!!”&lt;br /&gt;“Carlos não me quer mais, não vai me levar daqui, não quer mais me comer”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Deus ........(longa pausa)....... Você nem me vê”&lt;br /&gt;“Me odeia!!”&lt;br /&gt;“Não faz nada para eu sair desta merda de cidadezinha”&lt;br /&gt;“Você vai ver só, vou eu!!!...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 6&lt;/span&gt; – na frente do barraco, Regina entra – externa/interna -&lt;br /&gt;- interna – Samuel está numa cadeira de balanço, acomodado, lendo um livro.&lt;br /&gt;Regina vai direto para o canto da sala e pega bicicleta. Move o invento e vai em direção a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Samuel&lt;/strong&gt;, em tom ríspido:&lt;br /&gt;“Aonde você vai, Regina!!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rg &lt;/strong&gt;grita: “Vou me embora”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sm&lt;/strong&gt;: “Volta aqui Regina, você não vai, não !!!”&lt;br /&gt;“Me respeita!!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rg&lt;/strong&gt;: “Me respeita ?...”&lt;br /&gt;“respeitar o quê... um velho desse que leva ‘um ano’ para levantar o pau!!!...que nem levanta o pau!!”&lt;br /&gt;“Um velho inútil!!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Samuel&lt;/strong&gt; começa a ter ‘falta de ar’:&lt;br /&gt;“Regina!!...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rg: “ E toda a cidade sabe que você é um corno, seu velho INÙTIL!!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina escapa com a bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 8&lt;/span&gt; – externa – Rua – noite&lt;br /&gt;Regina saí pedalando desesperadamente... pedala sem harmonia, rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 9&lt;/span&gt; – &lt;span style="color:#00cccc;"&gt;onírica&lt;/span&gt; – close – imagem do Samuel, como se Regina estivesse sonhando.&lt;br /&gt;Samuel coloca as mãos no pescoço, como se estivesse se estrangulando:&lt;br /&gt;“Oh ... Ô...Ô ...”&lt;br /&gt;“CARALHO!!!!” -&lt;br /&gt;Solta a mão do pescoço, caí na cadeira, com sua mão derrubando uma faca da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 9.1&lt;/span&gt; – &lt;span style="color:#00cccc;"&gt;onírica&lt;/span&gt;- close na faca – Mão de Samuel a agarra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 10&lt;/span&gt; - Volta Cena 8 – externa –rua –noite&lt;br /&gt;Aparece um buraco e Regina não desvia, caí, solta um grito.&lt;br /&gt;Espatifada do chão, se levanta gemendo. Ajunta a bicicleta e vê que ela está quebrada. Testa a maquinaria que não anda mais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rg&lt;/strong&gt; Fala baixinho, frustrada:&lt;br /&gt;“Droga, essa... essa porcaria não serviu pra nada...velho inútil”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta o caminho carregando a bicicleta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 11&lt;/span&gt; – externo/interno – rua/barraco – Regina entra chorando, passa a bicicleta e abandona a porta aberta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regina&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;“Samuel, seu velho babaca...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rg vê Samuel sentado na sua cadeira de balanço com um furo no peito e a faca ensangüentada no chão.&lt;br /&gt;Ela anda até a frente da cadeira, se agacha e pega a faca, assombrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 12&lt;/span&gt; – interna – cam voltado para a porta&lt;br /&gt;Carlos aparece com a cabeça na porta, incomodado, esgueira-se para dentro da casa e assiste Regina com a faca na mão. Dá meia volta, e na ponta dos pés saí da casa, passando a porta, corre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 13&lt;/span&gt; – interna -&lt;br /&gt;Regina, sem reação, senta na cama ao lado de Samuel (imóvel na cadeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 14&lt;/span&gt; – interna- cam voltado para a porta&lt;br /&gt;Carlos chega com 2 policiais e uma multidão vem junto para acompanhar.&lt;br /&gt;Ao avistar Regina, e esta vê Carlos, ele saí da frente dos policiais. Estes percebendo o seu aceno, rapidamente vai de encontro a Regina e a aborda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Policial 1&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;“ a Senhora está presa”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Policial 2&lt;/strong&gt; analisa o furo no Samuel. Percebe que ele está morto. Coloca as luvas, a toma de Regina e, fala ao companheiro:&lt;br /&gt;“Já mandamos vir um especialista da capital”&lt;br /&gt;“Amanhã ele estará aqui e poderá fazer o laudo da perícia”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira-se para &lt;strong&gt;Regina&lt;/strong&gt;: “enquanto isto, a Senhora aguarda na cadeia”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina, atônita, enfraquecida, se deixa levar, e a multidão os cercam e saem todos juntos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 15&lt;/span&gt; – interna – travelling no corredor mostrando o teto – cela – solitária&lt;br /&gt;(Barulho da tranca)&lt;br /&gt;Regina anda um pouco e se senta na cama cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica por um tempo Regina sentada. (Cam fixa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deita. (Cam por um tempo focando os olhos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 16&lt;/span&gt; – interna –corredor – Cam fechada no rosto do policial que anda pelo corredor.&lt;br /&gt;Abre cam – Policial abre a cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Policial&lt;/strong&gt;: “ Dona Regina, vamos acordar!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina se levanta e logo vai em direção da porta. O policial a segue atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 17&lt;/span&gt; – cam escura – somente sons do &lt;strong&gt;policial:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A senhora está solta”&lt;br /&gt;“ O laudo a inocenta” “serão averiguados as possibilidades de um suicídio ou de um crime”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena Final&lt;/span&gt; – externa – Dia – meio da rua&lt;br /&gt;A Cidade parece uma cidade do far west em dia de duelo. Deserta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina saí da cadeia, toma a rua, cambaleando, tonteada.&lt;br /&gt;No meio da rua, se vira para um lado: vê casas abandonadas (vidraças quebradas, escuro, paredes caídas), vira-se para o outro lado, idem (sem imagens), se vira para frente e olha a Cam (fixa).&lt;br /&gt;Caminha para a frente, olhando para a cam ( em direção a esta), caminha, com o olhar fixo e cansado.&lt;br /&gt;Passa um carro Van da Reportagem correndo na sua frente, e ela despenca ao chão... &lt;span style="color:#ffff00;"&gt;FIM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-1753604751302767663?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/1753604751302767663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=1753604751302767663' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/1753604751302767663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/1753604751302767663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/12/saara-nordestina.html' title='Saara Nordestina'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-1493678710978089107</id><published>2007-12-14T14:14:00.000-03:00</published><updated>2007-12-14T14:28:09.051-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a Porta; piá; casa de louco'/><title type='text'>a Porta pede padrão</title><content type='html'>este poema foi pensado em Foucault, e escrito na parede da UFSC no dia da Livre Expressão, dia este reservado para pintar as paredes do CFH. O poema não tem nome e deve ter sido escrito em 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#663300;"&gt;a Porta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a Porta pede padrão&lt;br /&gt;para o Piá poder.&lt;br /&gt;- Para Piá você entrar&lt;br /&gt;é preciso 'não-piar'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra encontrando seu canto&lt;br /&gt;Sem encanto entristece&lt;br /&gt;E tece sua tez ao outro&lt;br /&gt;- Num tácito trampo de porco !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos morre um tanto&lt;br /&gt;seguindo Santo...voando acima.&lt;br /&gt;As leis seguram-no ao teto&lt;br /&gt;sua Casa de louco Assassina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-1493678710978089107?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/1493678710978089107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=1493678710978089107' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/1493678710978089107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/1493678710978089107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/12/porta-pede-padro.html' title='a Porta pede padrão'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-8236526195695344450</id><published>2007-12-14T12:42:00.000-03:00</published><updated>2007-12-14T14:10:04.592-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foz de Iguaçu; Super-Homem; cidade'/><title type='text'>Super-Homem</title><content type='html'>mais um poema meu, escrito em Foz do Iguazu, ciudad mezclada com o jeito brasileiro. vale a pena conhecer lá e passa por Ciudad del este (Paraguay) y Nueva Iguaçu ( Argentina), uma cidade colada a outra, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema expressa no asfalto quente de Foz de Iguazu, num barzinho, tomando cerveja Conti. Que saudades!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Super&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Homem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só, ninguém viu.&lt;br /&gt;Olhou o céu e sonhou&lt;br /&gt;(imperfeição, vazio),&lt;br /&gt;Ao redor vislumbrou:&lt;br /&gt;O poder que emerge da cidade&lt;br /&gt;Deus é a humanidade !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sua ética figurada&lt;br /&gt;Não foi sequer arranhada.&lt;br /&gt;Comovido, se libertou:&lt;br /&gt;"Posso fazer mais".&lt;br /&gt;Uniu! seu poder amou.&lt;br /&gt;Dirigiu homens, guerra e paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-8236526195695344450?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/8236526195695344450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=8236526195695344450' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/8236526195695344450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/8236526195695344450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/12/super-homem.html' title='Super-Homem'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-8329467047691606909</id><published>2007-12-01T14:21:00.000-03:00</published><updated>2007-12-01T15:27:53.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estética; Apolo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homero'/><title type='text'>Trago Dois Poemas meus ( cont...)</title><content type='html'>O primeiro poema revela uma foto da estética dionísiaca, escrita por Nietzsche. Este segundo poema, revela a estética apolínea, também muito singular a Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VERSOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Que maravilha são os versos !&lt;br /&gt;Às crianças devem educar,&lt;br /&gt;Da poesia fazer-se servos,&lt;br /&gt;A vida a viver e a melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, do verso que traz o amor,&lt;br /&gt;Traz também o gume afiado&lt;br /&gt;Que talha na alma, a flor,&lt;br /&gt;Ao Fim cru, dolorido e cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos versos não há valor.&lt;br /&gt;Os versos trazem a natureza&lt;br /&gt;Das cantigas de beleza e de dor,&lt;br /&gt;Do ser que aguça, outro reza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma essência do verso é cantar,&lt;br /&gt;E viver alto para o espirito,&lt;br /&gt;Como a harmonia crua do mar,&lt;br /&gt;Ou na catarse humana do rito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos, Ó seres da sorte, ao verso !&lt;br /&gt;Traga cor e movimento ao lar!&lt;br /&gt;Enfeite a cidade em seu inverso,&lt;br /&gt;Talhando co' mercantil, jogo de azar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que maravilha são os versos !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos ver alguns aspectos principais que traz a marca apolínea. Primeiro, se trata de uma poesia que traz contribuição ao grego, a favor de um melhoramento, pois trata da educação pela poesia, ensinando que nela não há o valor ( do bem e do mal distintamente). Deste modo, é uma poesia nobre, poesia grega. &lt;strong&gt;Fazer-se servos da poesia&lt;/strong&gt; indica uma servidão diferente da que com Deus, ou outro Pai qualquer. O compromisso é com a arte, que é humana. &lt;strong&gt;Ao fim cru, dolorido e cansado&lt;/strong&gt; indica algo que Nietzsche salientou, que a poesia de Homero se deu sob a aparência (apolínea) da incorporação da natureza e suas forças (os Titãs, concepção pré-olímpica) pela arte e seus sentidos, dando um lugar a Dionísio ( que é a força, a licensiodade sexual, as festas sexuais, a unidade com a terra, sua desindividualização) no hegemônico mundo apolíneo, que tinha pavor, medo da morte, desta desindividualização. Com a poesia de Homero, dado por esta aparência, se perdeu a Era dos Titãs, a era heróica, dando um lugar as &lt;span style="color:#999999;"&gt;lamentações&lt;/span&gt; que é a própria condição da não-potência frente a natureza. Eu vejo que Nietzsche traz muito do contexto moderno que ele viveu para esta leitura, pois o que ele fez foi uma genealogia da arte grega, como se embrenhou na condição grega. No prefácio do livro ele é muito criticado, pois seu ponto de vista se mistura com seu objeto de estudo, não que seja um problema, mas perde um pouco da validade, mas não o deixa de ser intrigante e um material muito bom e rico para se trabalhar. Estou concordando com isto.&lt;br /&gt;Voltando ao poema, &lt;strong&gt;Os versos trazem a natureza&lt;/strong&gt;, indica esta imitação da natureza e controle dela, nada mais apolíneo.&lt;br /&gt;Vejam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma essência do verso é cantar,&lt;br /&gt;E viver alto para o espirito,&lt;br /&gt;Como a harmonia crua do mar,&lt;br /&gt;Ou na catarse humana do rito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui mostra a atitude grega com a arte, elevando-a a um bem comum, de todos, elevando –a aos Deuses, criados pela imaginação grega para superar a existência de seu mal-estar, e dando um sentido humano às divindades que possibilitassem agora deles agirem conforme a estética/ética humana. O dever com os Deuses (espelho dos humanos) é o dever com os humanos, o liberando de viver uma vida rica, artística, humana, num separação/superação da natureza, da força dos Titãs. Esta separação se dá pelo pavor (da força sexual dionísica onde o corpo se perde na unidade). Vale lembrar que o Deus Dionísio (que é diferente desta força dionisíaca bárbara) é o Deus das Festas, do Teatro. Acho que é neste lugar que Nietzsche chama a atenção. O mundo apolíneo seqüestraria esta força, dando um lugar a Dionísio como a força dos Titãs (acho eu). Esta estrofe mostra que o apolíneo venceu, captando para os sentidos a força da natureza. Diminuindo sua força. Igualar o espírito com a força do mar, acredito eu que é colocar na cena esta força da natureza, na imaginação, nada mais apolíneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá para perceber a diferença dos dois poemas. Um se volta na força dos instintos, com o foco mais na potência dos membros, dos músculos, do enfrentamento, do animal e outro se faz na possibilidade da catarse na arte, na poesia, na música.&lt;br /&gt;E realmente, eu estava vivendo poesia nesta época. Eu morava na praia, pedalava, e na universidade, o nosso grupo, fazía muita arte. Muitos estavam vivendo nela, lembro do Poeta Cesinha que era referência dos movimentos, do músico Iê, que andava pela universidade tocando sua flauta e tocando pandeiro, das danças femininas das mulheres, a Laila, a Fernanda (começando o Arrasta Ilha), a Bicicletada, o pessoal das ciências sociais, Bené, Leozão, Japa, O Luciano Índio da filosofia, amigão, estava em todas, do Ninno e sua risada que estremecia a caretice do movimento estudantil pró-revolução russa, da galera da Rádio de Tróia vendendo cerveja sem copo descartável, cada um trazia sua caneca; estávamos todos incluídos em todos estes movimentos. O ambiente era o Bosque do CFH, no teatro de arena. Uns faziam malabares, outros batiam uma bolinha. O ambiente era limpo e transparente como uma festa Apolínea. E era mágico, era muito gostoso, eu tinha uma alegria imensa. Apresentei estes versos, foi o primeiro lugar que apresentei. Acho que nem eu valorizei tanto, apesar de que sabia que havia riqueza nele. Que saudade, que tempo!! Esse nosso grupo teve coesão no DCE 2001, onde era uma esperança de fazer política estudantil. Mas, os frutos doces, vermelhinhos, só se deram depois, com a proposta do fazer sem instituição e congregou a todos, num movimento muito bonito e orgânico, vivo ainda hoje. Então não falo do passado, e sim de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam que, apolíneo, dionisíaco, vai para além do bem e do mal, não se enganem com teorias ortodoxas, onde o domínio da natureza é ruim e que o fera é ser animal, natural. Nada mais apolíneo que isto. E nem, que a nossa energia esta na sublimação cultural, da arte. Nada mais europeu, sem o sangue efervescente do chão latino-americano. Nem que a verdade, as respostas estão na lógica e o catarse está no rito. Nada mais cindido que isto!! Leiam &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“A Origem da Tragédia”&lt;/span&gt; e verão um belo ensaio que traduz muito do que passamos agora na (pós) modernidade. Não basta eu colocar aqui, o que é Dionísio e o que é Apolo (Deus da Forma, da Arte, da Guerra). Dionísio é esta força das entranhas, a perdição de si no prazer, o caos, vinculado a terra. Outro livro ótimo é da &lt;span style="color:#990000;"&gt;Camile Paglia “Personas Sexuais: de Nerfetite a Emily Dickson”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quis mostrar um pouco o contexto em que estava com o valor da poesia e dizer que ambas remete a estética de que Nietzsche refletiu dos gregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Arre&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;voá&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;-aaa&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#990000;"&gt;Baco!!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-8329467047691606909?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/8329467047691606909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=8329467047691606909' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/8329467047691606909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/8329467047691606909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/12/trago-dois-poemas-meus-cont.html' title='Trago Dois Poemas meus ( cont...)'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-2389672168760805890</id><published>2007-12-01T13:59:00.000-03:00</published><updated>2007-12-03T17:36:34.340-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Henrique Weber; Argentina; Dionísio; Nietzsche; apolíneo'/><title type='text'>Trago Dois Poemas Meus</title><content type='html'>Trago dois poemas. O primeiro eu fiz na Argentina na ciudad Necochea, onde eu e meu amigo Rafael fizemos uma viagem barata, pegando carona, trem de 4a classe, ônibus e muito chinelo na estrada.&lt;br /&gt;´Star no mundo e fazer poesia, interagir com pessoas que vivem na malandragem do mundo, Argentinos, Bolivianos, Paraguaios que trabalham "camelando" (os camelôs). Ficamos numa pensão onde pagávamos 12 pesos (12 reais) pra duas pessoas, num lugar surreal pra minha realidade sócio-econômica, quartos sem portas ( só com lençol na porta), panelas amontoadas no corredor, muita gente gritando, porta batendo, e nós fizemos a nossa também. Tomamos un trago, fizemos amizade com um cafetão de boludo ( que disse que mandava na rua e era pra gente ficar sossegado), jogamos xadrez a noite toda, chegamos enborrachados.&lt;br /&gt;No trem, um arranjou confusão com a gente, chamamos pra porrada, ameaçaram jogar nossas coisas pela janela enquanto durmíamos ( viagem a Mar del Plata, das 23h-7h) na 4a classe, numa condição horrível (com poltrona de coletivo, onde o apoio terminava nas espáduas), dissemos que nós quebraríamos eles com "conhece jiu-jitsu? te mato em 5 segundos". Nem tenho jiu jitsu, só sei dar o mata-leão. Dormimos no chão do trem, da rodoviária onde conhecemos um guerrilheiro para-militar, que faz o trabalho sujo pro governo, idéias fascistas. O cara era simples, estava indo para B.Aires trabalhar de pedreiro numa obra, e contou mil história das anti-guerrilhas contra as FARCs. Artesões gringos tocando berimbaú e cantando a capoeira com sotaque rústico castellano. Dormimos na casa de um cara que não tinha 90 centavos para comprar um leite para a pequena Catarina, su hijita ( La Cata, ele a chamava). Sua mulher continuava no tráfico, durmimos na casa abandonada dele onde não tinha nada, nada de nada, pior, uma cama sem colchão, prateleiras sem nada, fogão sem gás, geladeira só com uma garrafa de água. Ainda a água da descarga vazou quando o Rafael puxou. Ele limpou. O chão não era imundo porque não havia casa, era todo empoeirado, areia. Nós pagamos o leite pra ele, era tudo o que tínhamos na hora. Chegamos numa cidade vizinha a Necochea, Quequén, a meia noite, andamos muito pra achar um camping que alguém tinha recomendado na rodoviária ( ah, lembro que assistimos um pouco de futebol na Tv, River e Racing, quando chegamos). E chegando neste camping ( colônia de férias para crianças),que era muito caro, pedimos pra ficar. O guarda não deixou e chegou a dona, muito relutantemente, seu coração amoleceu, se certificou que não haveria chegada de crianças na manhã seguinte e deixou com a condição que dormíssemos na cabana do índio ( para que seus hóspedes não nos vissem). Assim feito, noutro dia, chegou uma criançada e fomos acordados com os gritos deles. Gostei demais!! muito bom ser acordado com esta energia. E eles abriram a lona da porta da cabana para brincar e gritaram: " Una carpa (barraca), hay una carpa aquí dientro!!" e todos vieram ver, e gritavam, o que apareceu de rostos sorridentes na porta. O Rafael saiu num pulo, batendo a mão na boca e imitando índio, eles sairam aos gritos curtindo a onda. Eu tinha escondido num cantinho do camping minha toalha molhada, estendida para secar, e levaram a toalha, fiquei sem toalha. Conversamos com um niño llamado Emiliano, enquanto desarmávamos a barraca, perguntamos a ele se conhecia seu xará, Emiliano Zapata, falamos um pouquinho deste revolucionário mexicano. Enfim, são tantas belas histórias ( acho que nunca esquecerei desta viagem!!!).&lt;br /&gt;´Star no mundo e fazer poesia, em meio a este chão, quente, latino-americano (que nós brasileiros conhecemos tão pouco ou quase nada, não nos vínculamos aos nossos. Queremos o que é americano e europeu, e achamos que o que é latino é pobre. Achamos isto sem conhecer. Assistimos televisão e achamos isto. É rico, camaradas, de afetividade, de alegria e solidariedade e tantos outros valores).&lt;br /&gt;Em Necochea, a quase 2 horas do centro da cidade, andávamos todos os dias pra pegar uma festa, comprar coisas, sabonetinho de 0,70 pesos, que também era o sabão de roupa, estava eu na paz do camping, com banhos de mar e escrevi estes versos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Humano Demasiadamente Desumano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sentimos fome,&lt;br /&gt;Comemos.&lt;br /&gt;E, pulamos as escadas&lt;br /&gt;Às mãos espalmadas,&lt;br /&gt;E boca salivando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sentimos frio,&lt;br /&gt;Nos abrigamos.&lt;br /&gt;E, escolhemos o cobertor&lt;br /&gt;À ira de quem ficou&lt;br /&gt;Sem chance de escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sentimos frio,&lt;br /&gt;Queremos comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade é sirene de polícia&lt;br /&gt;Ao corpo que caça sem desmedida,&lt;br /&gt;E faz de sua autoridade&lt;br /&gt;Brutal ação descontida.&lt;br /&gt;Humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para o lado,&lt;br /&gt;Buscando para trás,&lt;br /&gt;A verossimilhança&lt;br /&gt;De inteligentes animais.&lt;br /&gt;E, são livres como são,&lt;br /&gt;O corpo não os livra da pulsão,&lt;br /&gt;A força faz. Demasiadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sigo sem escolher,&lt;br /&gt;Colhendo o que vejo,&lt;br /&gt;Sem dar valor ao coração.&lt;br /&gt;Pois, não há só neste ser,&lt;br /&gt;Víscera, igual para crer,&lt;br /&gt;Que não se contenta à lasca de pão.&lt;br /&gt;Não pensamos mais, seguimos.&lt;br /&gt;Desumano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reflexão&lt;/strong&gt;: Este poema me parece que traz muito o valor das coisas que Nietzsche traz em seu livro "A Origem da Tragédia". No livro, ele descreve como seu deu a relação dionísica grega e bárbara para os costumes gregos, descrito nos poemas de Homero e outras artes. Na verdade, aventa como que os gregos souberam capturar Dionisio para continuar na condição apolínea, da razão, da lógica, incorporado no prazer pelos sentidos, a catarse pela visão e outros sentidos ( eu estou na página 36 de152). Creio que este meu poema e seu contexto traduz a poesia dionísiaca ( sem a pretensão de ser dionísiaca) e o valor artístico nobre que Nietzsche sugere, com a demolição dos valores cristãos. Na segunda parte, falo mais um pouquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Lembro que no banheiro deste camping, havia 4 chuveiros separados, eu cantei "Carinhoso" de Pixinguinha, adaptando ao castellano e um cara se amarrou, toda hora lembrava da música, fizemos amizade, ele e sua mulher compartilharam suas frutas, seu chimarrão com a gente, contaram sobre a patagônia).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-2389672168760805890?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/2389672168760805890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=2389672168760805890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/2389672168760805890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/2389672168760805890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/12/trago-dois-poemas-meus_01.html' title='Trago Dois Poemas Meus'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-5101282385801164659</id><published>2007-06-11T12:55:00.000-03:00</published><updated>2007-06-11T13:50:55.642-03:00</updated><title type='text'>CÓDIGO PARA O INFERNO</title><content type='html'>Chegando cansado na Porto Alegre chuvosa, depois de passar por momentos intensos no Congresso de Psicoterapia Corporal em Curitiba, eu resolvo pegar um taxi. Eram 6 horas da matina. O taxista chega. "bairro Bom Fim, por favor" - digo. Ele, um senhor exausto, com cara de poucos amigos, liga o rádio, e no volume alto, ouço:&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Código Para o Inferno"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rátátátátátátátá ( barulho de metralhadora)&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rm1195yggKI/AAAAAAAAACU/P5RDEN7COB4/s1600-h/taxi2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074842061461553314" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rm1195yggKI/AAAAAAAAACU/P5RDEN7COB4/s200/taxi2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um filme de Charles Bronson!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um homem que deseja vingar a morte de ... , resolve desmantelar uma quadrilha ... , - foi assim que eu ouvi, meio fragmentado, confuso, mediante a situação nova e caótica. Pensei comigo, enquanto que o meu amigo taxista começava a apressar o pé no acelerador: Pronto! está aí um convite ao inferno!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Continental!!!!" (nome da rádio).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O L'amour (pã pã rã pã - num ritmo mais acelerado que a do Erasure)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O l'amour now I'm aching for you&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mon amour what's a boy in love supposed to do&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rm12kpyggLI/AAAAAAAAACc/gfxUPIIc5u8/s1600-h/taxi3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074842727181484210" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rm12kpyggLI/AAAAAAAAACc/gfxUPIIc5u8/s200/taxi3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aí pensei comigo: Caralho, essa música é das antiga!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Looking for you you were looking for me&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Always reaching for you you were too blind to see&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Oh love of my heart why leave me alone&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm falling apart no good on my own&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;(Nossa, eu dançava essa música nas festinhas) e a energia subiu!!!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O l'amour ( pã pã rã pã) broke my heart now I'm aching for you&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mon amour what's a boy in love supposed to do&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Aí!! Pisa no acelerador meu Chapa!!! Aumenta esse som. Tá du caralho!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Brrrãããããã~mmmmmmmmm!!!!!!&lt;br /&gt;IIIIIaaaaaaúúúúúúúú´!!!!!&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rm14fZyggOI/AAAAAAAAAC0/xCbMI77GhDA/s1600-h/taxi1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074844836010426594" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rm14fZyggOI/AAAAAAAAAC0/xCbMI77GhDA/s200/taxi1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mãos ao alto, tronco e quadril balançando, cabeça se soltando...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;WHY THROW IT AWAY WHY WALK OUT ON ME&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I JUST LIVE FOR THE DAY FOR THE WAY IT SHOULD BE&lt;/div&gt;&lt;div&gt;THERE ONCE WAS A TIME HAD YOU HEAR BY MY SIDE&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SAID I WASN'T YOUR KIND ONLY HEAR FOR THE RIDE&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O L'AMOUR ( PÃ PÃ RÃ PÃ) BROKE MY HEART NOW I'M ACHING FOR YOU&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MON AMOUR WHAT'S A BOY IN LOVE SUPPOSED TO DO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Porra!! altas discoteca!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensei: Viva o Inferno!!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No emotional ties don't remember my name&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I lay down and die I'm only to blame&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Oh love of my heart it's up to you now&lt;/div&gt;&lt;div&gt;You tear me apart I hurt inside out&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O l'amour ( pã pã rã pã) broke my heart now I'm aching for you&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mon amour what's a boy in love supposed to do&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rm15tpyggPI/AAAAAAAAAC8/v8kMayXct4U/s1600-h/taxi4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074846180335190258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rm15tpyggPI/AAAAAAAAAC8/v8kMayXct4U/s200/taxi4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aí ele entrou numa rua errada, mas próximo de casa, falei: Ô mestre, aqui tá bom, vou andando um pouquinho. Paguei a corrida, e segui no silêncio chuvoso e calmo De Porto Alegre com seu asfalto preto, sua luz dos postes e sua noite escura, serena e acordando para mudar o tom.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É, vivamos os momentos que temos para viver!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-5101282385801164659?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/5101282385801164659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=5101282385801164659' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/5101282385801164659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/5101282385801164659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/06/cdigo-para-o-inferno.html' title='CÓDIGO PARA O INFERNO'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rm1195yggKI/AAAAAAAAACU/P5RDEN7COB4/s72-c/taxi2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-6689269307250576432</id><published>2007-04-28T12:52:00.000-03:00</published><updated>2007-04-28T13:30:26.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wando; Bossa B; brega'/><title type='text'>Wando - Meu Iaiá, meu Ioió -</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RjNu1SaVgnI/AAAAAAAAACM/ys1mI2ZId_Q/s1600-h/wando.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058508668221620850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RjNu1SaVgnI/AAAAAAAAACM/ys1mI2ZId_Q/s400/wando.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Realizei um sonho: Assistir o show do meu guru estético Wando. Eu que inaugurei o movimento bagaceiro ( mas não registrei), encontro na figura de Wando, o expoente da arte brega. O que é o brega? É a forma de mostrar a todos, o lado romântico (que todos têm) com todas as suas fantasias e poesias na idealização da mulher amada. Sem a pretensão de ser erudito e nem piegas, o brega de Wando é a sedução que parece ser ingênua, mas é de um carisma velado, inteligente, na busca da brincadeira sacana e respeitosa, colocando a mulher ao mesmo tempo no altar e, no ardente desejo da carne, que brinca com Ela e se controla buscando sempre o momento do nirvana, do ideal, do êxtase.&lt;br /&gt;Ontem, calcinhas de rendinhas, de borboletinhas, jogadas de suas fãs fizeram parte do kitsch juntamente com a maçã do pecado e a rosa tão bem cuidada. A maçã é a personificação da mulher, onde a gente ajeita-a, alisa-a, esfrega-a, para dar aquele brilho, esfrega-a mais para deixa-la bem quentinha e depois, dá-lhe uma dentada com gosto de quero mais.&lt;br /&gt;Muitas calcinhas distribuídas, muitas conversas. No palco estiveram Elke Maravilha, como mestre de cerimônias e Rita Ribeiro (cantora maravilhosa), pelo projeto Bossa B do Centro Cultural Banco do Brasil ( com dinheiro das taxas que cobram da gente). Elke é uma graça, ela e Wando contaram causos do tempo do Chacrinha. Dizia a Elke, que quando Wando apareceu no Chacrinha até a sua periquitinha bateu palminha ( calma! Não me entendam mal, é o passarinho, danadinho).&lt;br /&gt;Wando cantou muitas músicas do baú, mostrou suas raízes de mineirinho ( o come quieto! Na mesa, caladinho). E, ao final, “Você é luz, é raio estrela e luar... me suja de carmim, leva à boca o mel...você é fogo e eu sou paixão”. Era o sonho concretizado: cantar “ meu iaiá, meu ioió” com o Wando, muito legal!!! Cara, eu me soltei, pensei: “quê!, se eu estou aqui, vamos tocar o terror!!”, me soltei dancei, bailei com os braços pro alto. Foi muito legalce.&lt;br /&gt;Por que todos temos este lado? Por que não admitimos este lado? Creio que nós admitimos sim, mas ainda muito veladamente. Wando e outros artistas anteriores e posteriores criaram um conceito: o brega, com muita originalidade, coragem e luta, animando (dando alma) á uma característica humana: a possibilidade do abandono, da traição, o continente da dor de cotovelo. Quem nunca sentiu esta dorzinha no côtoco? Mas, nosso lado brega está muito associado ao ridículo, ao baixo, seus inúmeros preconceitos. O que acontece é que as pessoas não se deixam cair. É isso mesmo, Cair!, a nossa cultura é a do “tudo bem”. Não podemos estravazar a fraqueza, temos que sempre estarmos fortes. Acontece que dessa forma, ficamos sempre em estado de tensão, e pouco superamos nossas fraquezas pela não aceitação de nosso lado mortal, não-onipotente. Cair faz parte da aceitação de que não podemos tudo, de que somos humanos. O Brega é sadio por isto, por dar o continente, a aceitação de extravazarmos o humano. Deixemos de ser super-heróis!! Viver a queda é essencial para a nossa saúde e percepção de existência e realidade, para dar a volata por cima, saracotiar.&lt;br /&gt;Vivemos mais o lado brega, coloquemos no patamar que merece, o patamar de não ter patamar algum, no mesmo nível, o equilíbrio.O beijo mais gostoso é o beijo brega.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;CHORA CORAÇÃO ( 1989- Dor Romântica)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um amor quando se vai, deixa a marca da paixão&lt;/div&gt;&lt;div&gt; feito cio de uma loba. Feito uivo de um cão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt; é feitiço que não sai, dilacera o coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um nó que não desmancha, é viver sem ter razão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chora, coração, chora coração,&lt;/div&gt;&lt;div&gt; passarinho na gaiola, feito gente na prisão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um jeito de querer é pecado sem perdão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é espinho que só dói quando põe o pé no chão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o galho que se dobra sob o corte do facão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é o mar que sai dos olhos pra banhar a solidão&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chora, coração, chora coração,&lt;br /&gt; passarinho na gaiola, feito gente na prisão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-6689269307250576432?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/6689269307250576432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=6689269307250576432' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/6689269307250576432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/6689269307250576432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/04/meu-iai-meu-ioi.html' title='Wando - Meu Iaiá, meu Ioió -'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RjNu1SaVgnI/AAAAAAAAACM/ys1mI2ZId_Q/s72-c/wando.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-7405266274386638379</id><published>2007-03-16T23:20:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T21:36:03.321-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema marginal; Cinema Novo; Copacabana Mon Amour; Rogério Sganzerla'/><title type='text'>Aplausos a Rogério Sganzerla</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwIGbluh1I/AAAAAAAAAAs/E_SZH90u1Ss/s1600-h/RogÃ©rio+Sganzerla.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042914589326346066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwIGbluh1I/AAAAAAAAAAs/E_SZH90u1Ss/s320/Rog%C3%A9rio+Sganzerla.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwH0bluh0I/AAAAAAAAAAk/HPqsWPthDfQ/s1600-h/copacabana+mon+amour.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042914280088700738" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwH0bluh0I/AAAAAAAAAAk/HPqsWPthDfQ/s200/copacabana+mon+amour.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwGO7luhyI/AAAAAAAAAAU/Czm9p20PvVE/s1600-h/copacabana+mon+amour.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwF_7luhxI/AAAAAAAAAAM/T9cdecCUpqA/s1600-h/RogÃ©rio+Sganzerla.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estou satisfeitíssimo com o filme que acabei de assistir, "Copacabana moun amour", 1970 ( creio eu), do cineasta barriga-verde-carioca &lt;a href="http://www2.uol.com.br/revistadecinema/edicao44/perfil/index2.shtml"&gt;Rogério Sganzerla&lt;/a&gt;. Recomendo. Falar do filme é fácil, sua essência, mais difícil...para mim impossível.&lt;br /&gt;Comecei a assistir o filme, bastante curioso, já que filmes marginais foram desastrosamente banidos pela simpática e tensa ditadura militar e, deparei-me, logo no início, com um filme de falas desencontradas, personagens sem foco, num estado de loucura pura. Pensei ( eu desacostumado com filmes marginais - nenhum filme marginal que assisti, ainda mais desse brilhante cineasta, foi vão), será que este é um filme descentrado com a pretensão de uma sofisticação? Não, o filme me envolveu, e trouxe uma estética metarealidade extraordinária (explico depois).&lt;br /&gt;Aplausos, porque hoje em dia não encontramos filmes assim, com um teor político-crítico sob a estética dionisíaca, tranvestido de "gente doida", é o meu Brasil!! ninguém entende nada, tá todo mundo chapado!!! Quem não tiver de sapato, não sobe!!! Hoje encontramos filmes de entretenimento, hollywood, enlatado ( feito pela fábrica, formatadinho), ou filmes que "revelam" uma revolução, uma crítica social, que não saí do que é permitido dentro do estabelecido. Claro que há exceções, mas infelizmente a maioria tem um discurso preso a convenções. Este filme, compreende uma linguagem estética revolucionária (no mínimo crítica), com um discurso simples para quem está aberto, entregue, sem racionalismos ou academicismos. É aqui que quero, um pouco, chegar. Ele rompe com uma ordem academicista.&lt;br /&gt;Parece que agora eu entendi aonde que o cinema marginal, numa das figuras ilustre de R.S. quis chegar, quando lançou seu movimento numa crítica ao cinema novo. Primeiro, quero ressaltar, que apesar da crítica (uma dádiva ao cinema nacional), o cinema marginal não se opôs como inimigo, para anular o outro, e sim como irmão, na tentativa de construir uma estética firmemente brasileira, cinematográfica, onde um "supera" o outro.&lt;br /&gt;O cinema novo, na figura de Glauber Rocha, veio para firmar uma estética e uma luta das massas do que seria verdadeiramente brasileiro, ou potencialmente brasileiro. E assim, trouxe um cinema que rompeu com o "americanismo dos EUA" trazendo uma panfletagem revolucionária oriunda das lutas dos movimentos socialistas revolucionários. Para isto, valorizou a massa de trabalhadores do campo e da cidade, valorizando figuras como o cangaceiro ( e sua luta, dentro da contradição da sociedade), o retirante, o negro, o povo, e os valorizando, colocando-o no foco, como herói. Mas a estética é a discursão mais importante: para mostrar a contradição de nossa vida brasileira, a loucura dionisíaca foi a adotada, com muita justiça, mas de forma planfetária.&lt;br /&gt;O cinema marginal tirou esta panfletagem, destituiu o povo de seu heroísmo, e chutou o balde da ordem revolucionária. Este filme, para mim, supera o "O bandido da luz vermelha" de R.S.. Ele é muito parecido com o "A idade da terra" de G. Rocha. Ambos (Copacabana... e a idade...) produzem uma estética dionisíaca. Vejam: enquanto que Glauber contrapõe esta estética com a estética apolínea dos burgueses, dos dominadores/opressores, este filme se firma no dionisíaco sem se preocupar com "qualquer coisa sei lá eu que bixo é este que vocês falam, burgueses, isto é nome de prato de macarrão é?". É dionisíaco, é terra, é entrega, é negro, é o estado de se estar na rua, vivendo, sem compromissos. E, a loucura é a plena auto-gestão da sobrevivência racional-intuitiva e inteligênte. Este é o Brasil!!! Que caretismo é o academicismo, é sério, porcamente, hein!!! "Quem não pode, avacalha!!!" chega de romantismo!!&lt;br /&gt;"Tenho nojo do povo". Ahaha, quem é o povo, você?...é auto-regulação, cada um sabe de si, se sou povo, sou massa, sou a sem-eu.&lt;br /&gt;Canivete, tamancos na estrada: "não sou tarada!! vocês são tarados!!".&lt;br /&gt;É um filme formidável, Viva o cinema marginal de Rogério Sganzerla, pena que esse cara se foi. Pena que não há imortalidade e viviríamos na luxúria!!!! Viva a Galinha Preta, c'a vela e cachaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como numa mesa de bar, podemos ficar aqui falando do filme por tempo, espero que vocês leitores e construtores deste blogg possam assistir e comentar. Sobre a estética metarealidade extraordinária, as palavras falam por si, mas sua sanidade explícita, vulgo loucura, é uma realização da realidade subjetiva fora do comum, onde a fantasia subjetiva se encontra amparada na realidade, ela é real. É como se os instintos e suas perversões, o id, tomassem conta das atitudes dos personagens ainda com o ego segurando de leve suas rédeas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro tema, a colocar, é a atuação dos atores que conseguiram uma desinibição marcante. Foram ótimos . Gostaria de ir adiante, mas encerro para não ficar chato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este filme passou no Canal Brasil na Sessão Interativa, que consiste em o público votar em um dos três filmes indicados. Não votei, mas queria muito votar neste filme para que ele ganhasse, fico muito feliz que o público o elegeu.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-7405266274386638379?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/7405266274386638379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=7405266274386638379' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/7405266274386638379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/7405266274386638379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/03/aplausos-rogrio-sganzerla.html' title='Aplausos a Rogério Sganzerla'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwIGbluh1I/AAAAAAAAAAs/E_SZH90u1Ss/s72-c/Rog%C3%A9rio+Sganzerla.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-4915644540210933531</id><published>2007-03-14T11:05:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T21:38:45.257-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Boccaccio; Freud; necessidade; Reich; Zé do Caixão'/><title type='text'>MOJICA e BOCCACCIO, à luz da psicanálise. O que há em comum?</title><content type='html'>Nada acontece ao acaso? Hoje eu assisti a um filme e estou agora lendo um livro. E ambos dizem a mesma coisa, a séculos de distãncia. Parei de ler para escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme O Estranho Mundo de Zé do Caixão, 1967, é composto por 3 curtas-metragens. Um deles, “A Ideologia” conta a história do professor Oäxiac Odéz que vai a TV debater com jornalistas a sua idéia: de que o instinto prevalece sobre a razão. Coloca a “atração” no pólo dos instintos e o “amor” no pólo da razão. Ao final, o entrevistador, em off, duvida das afirmativas do professor e este o convida para conhecer as experiências que confirma a sua tese, “e traga a sua esposa”.&lt;br /&gt;Ao receber sua honrada visita, o professor mostra em seus porões, experiências sádicas-masoquistas, canibalismos, ninfeta ardendo em ácido jogado por dementes, repreendidos por ela e, excitados. Um horror!!! Sob a manifestação dos convidados, o professor os prendem em jaulas separadas por 7 dias, sem comida e água.&lt;br /&gt;No 4º, 5º, 6º dias, ao perguntar sobre quem quer comer, o marido sugere que dê a esposa e ela sugere ao marido. Sobre quem será sacrificado, cada um se auto-sugere.“É a razão vencendo, verá se no 7º dia será assim”.&lt;br /&gt;No 7º dia, a mulher morta de sede, não quer saber de mais nada, “Água!!!”. O professor pergunta: “Quer que eu mate o teu marido?” – “Água, água!!!”. Zé enfia a faca no pescoço dele, jorra sangue e enche um copo e dá a ela, agora solta. Esta bebe tudo, e se joga para o pescoço do marido, insaciavelmente, querendo mais matar a sua sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na belíssima novela de Giovanni Boccaccio, O Decamerão, do século XVIII, na parte antes das novelas, ele apresenta o contexto que é a Peste do século XIV que dizima a cidade de Florença.&lt;br /&gt;Uns se trancam em suas casas se isolando dos enfermos. Outros acreditam que a solução é gozar o máximo da vida, beber imoderadamente, fazer o que der na telha, sacanear os outros com pilhérias. Muitos fugiram da cidade deixando a casa abandonada e ocupadas por enfermos. Vale lembrar que a peste dizima, e médicos, curandeiros, as autoridades não dão a solução porque são múltiplas as soluções e as conclusões. As autoridades largaram o seus ofícios para velar a morte de familiares. O caos se instaura e os bons costumes são esquecidos, “um irmão deixava o outro; o tio deixava o sobrinho; a irmã à irmã; e, freqüentemente, a esposa abandonava o marido. Pais e mães sentiam-se enojados em visitar e prestar ajuda aos filhos, como se o não foram”. “O hábito foi que nenhuma mulher, por mais pudica, bela ou nobre que fosse, se sentia incomodada, por ter a seu serviço, caso adoecesse, um homem, ainda que desconhecido; (...) a ele, sem nenhum pudor, ela mostrava qualquer parte do próprio corpo, do mesmo modo que o exporia a outra mulher, quando a necessidade de sua enfermidade o exigisse”.&lt;br /&gt;Esta é a obra que impulsionou a imoralidade do século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NECESSIDADE diante da vida. Este é o alarme que ambos os autores fazem diante da moralidade. A moralidade é um consenso. Mas que consenso é este? Um consenso que esconde parte da vida? Por que a necessidade revela o que escondemos? O que escondemos? É a cultura? Por que não podemos aproximar o natural do cultural? A estética apolínea é para se afastar da morte? Da miséria? Da força da terra? Da natureza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para as mulheres que escaparam com vida, isso foi, quiçá, motivo de deslizes e de desonestidade, no período que se seguiu a peste”&lt;br /&gt;Moralidade, hipocrisia, até onde está encarnado o nosso medo? O poder? A dominação? Até onde temos que manter o status quo? A nossa miséria espiritual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessidade é a defesa, que se torna neurótica, de uma criança quando enfrenta pais alienados dos filhos, autoritários e infelizes. Não é uma acusação! É uma reflexão acerca da sobrevivência física e emocional de uma pessoa cuja lógica não é formal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud deu a pista, em seu livro “Mal da Civilização” colocando que a repressão dos instintos é a repressão sexual, responsável pela construção da civilização pela sublimação da pulsão sexual. A civilização é o que de concreto denota a separação do natural e cultural no ser humano (para parte dos sociólogos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo!!! Tudo o que estamos falando aqui é de SEXO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Freud, ao colocar que o ser humano tem que passar do princípio do prazer para o princípio da realidade, ele firmou a posição de que o mundo é assim mesmo. De que não podemos com a cultura, com esta cultura.&lt;br /&gt;Reich trouxe a questão de que tudo é princípio de prazer, que somos governados apenas por este princípio e que o princípio de realidade é derivado da do prazer satisfeito. Quanto mais satisfeito, maior serão nossos sentidos para a realidade. Reich descartou o instinto de morte como instinto do animal. Assim, Reich salienta a auto-gestão, como o princípio de realidade satisfeito em suas necessidades.&lt;br /&gt;Para mim, a morte descrita por Mojica da forma como ele coloca é uma neurose. Mas é uma neurose encarada de frente, com todos os seus simbolismos. È um se entregar para o misterioso, que só pode ser um orgasmo intenso, um renascimento, e não como encaramos o orgasmo como a morte, porque não agüentamos tamanha entrega. É o corpo encouraçado.&lt;br /&gt;Encerro estas considerações sobre a moralidade (cultura) e necessidade (instinto), para abrir campos para vocês estarem juntos nestas reflexões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-4915644540210933531?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/4915644540210933531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=4915644540210933531' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/4915644540210933531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/4915644540210933531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/03/mojica-e-boccaccio-luz-da-psicanlise.html' title='MOJICA e BOCCACCIO, à luz da psicanálise. O que há em comum?'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-7442966666381034593</id><published>2007-03-14T10:49:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T14:45:04.431-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Chaplin; José Mojica; Zé do Caixão'/><title type='text'>CHAPLIN e ZÉ do CAIXÂO. O que há de comum?</title><content type='html'>Quero defender uma impressão original que tive. A de que somente 2 diretores de cinema construíram e viveram tão intensamente os seus &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rfwm3Lluh2I/AAAAAAAAAA0/uIN0GPQcYmU/s1600-h/chaplin2.bmp"&gt;&lt;/a&gt;personagens e colocando-os uma personalidade e uma filosofia marcante, e com genealidade: são eles Charles Chaplin e José Mojica Marins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwnlLluh3I/AAAAAAAAAA8/d1DgN-re9Xs/s1600-h/chaplin2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042949202467784562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwnlLluh3I/AAAAAAAAAA8/d1DgN-re9Xs/s400/chaplin2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Charles Spencer Chaplin construiu o personagem The Tramp e, com ele, manteve uma integridade incrível. O Vagabundo é vagabundo no filme “O Garoto”, “O Circo”, “Tempos Modernos”, “A Corrida do Ouro”, “Luzes da Cidade”, nos curtas-metragens, em “Luzes da Ribalta”. Até mesmo nos filmes “O Grande Ditador” ele não perdeu o seu traço ao fazer o barbeiro judeu e o soldado, e em “Um Rei em NY”, também me parece que ele começa de baixo para acabar se tornando o milionário. Lembro agora, que a exceção é “Monsier Verdoux”, que também me parece, era um pobretão mascarado de rico. Não sei se Chaplin na vida pública encarnava com tanta intensidade como fez José Mojica com o seu personagem, o agente funerário Zé do Caixão. Mas é certo que a postura nobre e encantadora com que aparecia na vida pública lembra, sem a maquiagem, o nosso nobre vagabundo. E não é projeção minha. Chaplin e The Tramp se confundem nos gestos e sorrisos. Mas, o mais importante é o trabalho do diretor com um “único” e fiel personagem dentro de diversos contextos dos filmes, apresentando obras maravilhosas e geniais. Creio que é isto que encantou o mundo todo.&lt;br /&gt;Buster Keaton, diretor e ator de seus filmes, também vivera seu personagem. O seu personagem não era tão completo que nem os 2 citados aqui. É que Keaton não realizou tantos longas metragens e, parece-me que ficou apagado diante de Chaplin, pois eram contemporâneos.&lt;br /&gt;Woody Allen, também diretor e ator de seus filmes, marca um personagem delineado, na verdade, auto-biográfico, mas que não tem a abrangência de uma filosofia e estética firmes comparado aos 2 citados aqui. E também não me parece que haja uma preocupação em manter a vida de um “único” personagem ao longo dos filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé do Caixão ou Mojica ? Quem é quem neste momento ?&lt;br /&gt;A resposta não é simples porque a pergunta não é complexa.&lt;br /&gt;José Mojica, o Coffin Joe, se colocou no mundo com muita coragem, trazendo a sua filosofia Dionisíaca. Sua estética da carne-viva, da terra-voraz dotada de vermes que devoram a ilusão da imortalidade, ele traz luz para os que não enxergam, e melhor, é luz das Trevas !!&lt;br /&gt;Num mundo apolíneo, vence os feios, os mancos, os diferentes, os que vivem a vida, com prazer e dor, ciente da sua força, ignorando o medo, longe do parasitismo.&lt;br /&gt;José Mojica e Zé do Caixão trazem em si a filosofia da terra, mais especificamente do embaixo da terra. Fere o rosto dos que acreditam na imortalidade, daqueles que se entregaram de querer viver esta vida terrena para uma promessa de vida no céu.&lt;br /&gt;Assistir aos filmes “A Meia Noite Eu Levarei a sua Alma” e “ Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver” é presenciar uma filosofia que vai contra com a boa moral e os bons costumes de nossas filosofias. Uma filosofia que reina no Reino da Terra. É o satanismo que trará força e vida. “Quem não aparece, desaparece” (1). &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwoXLluh5I/AAAAAAAAABM/380GIFFh-qE/s1600-h/ze+do+caixao3.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042950061461243794" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwoXLluh5I/AAAAAAAAABM/380GIFFh-qE/s200/ze+do+caixao3.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A dimensão é esta, criador e criatura, único no reino cinematográfico, em sua estética e valores.&lt;br /&gt;É injusto afirmarem que José Mojica faz cinema B ou cine Trash. Por mais que estes tipos de cinema não sejam “adjetivos qualificadores”(sic), e sim, modos de se fazer cinema, o povo confunde com filme de 2ª. Sua “tecnologia alternativa”(2) com seu “staff com meia dúzia de gatos pingados”(2) construiu um universo, “a primeira religião cinematográfica”(1,2); é de se respeitar este gênio. Mas por enquanto o povo não vê isto e faz uma distinção medieval entre o bem (do qual teme) e o mal (do qual despreza).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois gênios do cinema que estão no mesmo primeiro degrau dos cineastas do mundo, todo o mundo viu!&lt;br /&gt;Igual a Chaplin mas diferente Mojica lutou muito na vida, tomou muitos “Não”, foi perseguido, e hoje está vivo para reinar no Reino dos Céus !!! aHaHaHa AhAhAh ahahahahah!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que ao falar dos filmes de José Mojica eu me isento de definir os seus atos, o seu cinema, as suas idéias. Este relato que faço é um convite para conhecê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto The Tramp como Zé do Caixão são personagens nobres, que buscam por uma relação ética. Agora seus modos são diferentes. Zé do Caixão é mais duro com as pessoas, O Vagabundo é mais suave, e ambos utilizam de certo sadismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de comum é que em suas posturas nobres, fazem reflexões éticas à humanidade, com personagens marcantes e criativos ao longo de suas trajetórias no cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) José Mojica Marins&lt;br /&gt;(2) Décio Pignatari&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de Osodrack Navy&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-7442966666381034593?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/7442966666381034593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=7442966666381034593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/7442966666381034593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/7442966666381034593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/03/chaplin-e-z-do-caixo.html' title='CHAPLIN e ZÉ do CAIXÂO. O que há de comum?'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwnlLluh3I/AAAAAAAAAA8/d1DgN-re9Xs/s72-c/chaplin2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-117078198500997890</id><published>2007-02-06T14:01:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T14:59:52.950-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zé do Caixão; Morte; Existência; Terror'/><title type='text'>O ESTRANHO MUNDO DE ZÉ DO CAIXÃO</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwrIrluh6I/AAAAAAAAABU/g0-hXx0FSMQ/s1600-h/ze+do+caixÃ£o1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042953110888023970" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwrIrluh6I/AAAAAAAAABU/g0-hXx0FSMQ/s320/ze+do+caix%C3%A3o1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Quem sou eu?&lt;br /&gt;Não interessa!!!&lt;br /&gt;Como tb não interessa quem é você!!&lt;br /&gt;Ou melhor, não interessa quem somos,&lt;br /&gt;Na realidade o que interessa saber é O QUE somos.&lt;br /&gt;Não se dê o trabalho de pensar,&lt;br /&gt;Porque a conclusão final seria a loucura, o final de tudo para o início do nada!&lt;br /&gt;A coragem inicia onde o medo termina,&lt;br /&gt;Ou o medo inicia onde a coragem termina.&lt;br /&gt;Mas será que existem a coragem e o medo?&lt;br /&gt;Coragem do quê?&lt;br /&gt;Medo do quê?&lt;br /&gt;Do tudo?&lt;br /&gt;O que é o tudo?&lt;br /&gt;Do nada?&lt;br /&gt;O que é o nada?&lt;br /&gt;A existência.&lt;br /&gt;O que é a existência?&lt;br /&gt;A morte.&lt;br /&gt;O que é a morte?&lt;br /&gt;Não seria a morte o início da vida?&lt;br /&gt;Ou seria a vida o início da morte?&lt;br /&gt;Você não viu nada...&lt;br /&gt;E quer ver o tudo!&lt;br /&gt;Viu o tudo,&lt;br /&gt;Mas não viu nada!&lt;br /&gt;Teme o que desconhece.&lt;br /&gt;E enfrenta o que conhece.&lt;br /&gt;Por que teme o que conhece e enfrenta o que desconhece?!&lt;br /&gt;Sua mente confusa não sabe o que procura,&lt;br /&gt;Porque o que procura confunde a sua mente!&lt;br /&gt;E nasce o terror!: o terror da morte!!,&lt;br /&gt;o terror da dor,&lt;br /&gt;o terror do fantasma,&lt;br /&gt;o terror do outro mundo!!&lt;br /&gt;Agora, vendo o terror, nada é o terror.&lt;br /&gt;Não existe o terror! No entanto o terror o aprisiona!&lt;br /&gt;O que é o terror?&lt;br /&gt;Você não aceita o terror porque o terror é VOCÊ!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" De que vale o céu, o azul e o sol sempre a brilhar?&lt;br /&gt;Se você não vem e eu estou a lhe esperar,&lt;br /&gt;Só tenho você,&lt;br /&gt;No meu pensamento.&lt;br /&gt;E a tua ausência,&lt;br /&gt;É todo o meu tormento...&lt;br /&gt;Mas eu quero que você me aqueça neste inverno...&lt;br /&gt;E que tudo mais, vá pro inferno!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que vale a minha, ou a vida de playboy.&lt;br /&gt;Dentro do meu carro e a solidão que doí.&lt;br /&gt;Onde quer que eu ande, &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwsC7luh7I/AAAAAAAAABc/JW_QMFf-smM/s1600-h/ze+do+caixao4.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042954111615403954" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwsC7luh7I/AAAAAAAAABc/JW_QMFf-smM/s200/ze+do+caixao4.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo é tão triste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não posso mais, vc longe de mim.&lt;br /&gt;Quero até morrer do que viver assim.&lt;br /&gt;Só quero que vc me aqueça neste inverno.&lt;br /&gt;E que tudo mais, vá pro inferno!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uouuuu, uouuuu, E que tudo mais, vá pro inferno!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uouuuu, E que tudo mais, vá pro inferno!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uouuuu, E que tudo mais, vá pro inferno!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uouuuu, E que tudo mais, vá pro inferno!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uouuuu, E que tudo mais, vá pro inferno!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uouuuu, E que tudo mais, vá pro inferno!!!&lt;br /&gt;E que tudo mais, vá pro inferno!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ahahahahahahahaha,AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAH!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hahahahahahahahahahahah!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAH.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(José Mojica Marins, o Zé do Caixão &amp;amp; Roberto Carlos, no documentário de Ivan Cardoso "O Universo de Mojica Marins", 1978 ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aguarde, irei escrever sobre o mojica e o filme "Esta Noite Encarnarei Em Teu Cadáver"&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-117078198500997890?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/117078198500997890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=117078198500997890' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/117078198500997890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/117078198500997890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/02/o-estranho-mundo-de-z-do-caixo-quem.html' title='O ESTRANHO MUNDO DE ZÉ DO CAIXÃO'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_aZHonFtg4KU/RfwrIrluh6I/AAAAAAAAABU/g0-hXx0FSMQ/s72-c/ze+do+caix%C3%A3o1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-117012396477484802</id><published>2007-01-29T23:25:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T16:05:26.278-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formiga'/><title type='text'>Não é uma ficcção...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;um dia, na piscina, estava eu parado com os braços apoiados na borda, cabeça deitada nos braços quando de relance vi uma formiga passeando pelo meu braço (as formigas são companheiras dos homens, ou nada somos para elas). Em seu passeio não havia perigo algum de me morder ( creio que elas não mordem porque devem conhecer o risco de morrer). (Pensar que temos milênios de convívio, impossível sermos nada para elas). ( Na verdade, acredito que elas não mordem por seguir seu instinto, e este não consta a relação presa/predador). O fato é que ela não morde. Enfim, deixei-a explorar este morro vivo, pulsante e quente, ora sumia de minha vista relanceira, ora aparecia farejando igual a um cachorro com suas anteninhas tocando a minha pele.&lt;br /&gt;Deixe-a de meus olhos e continuei a deitar a cabeça, a pensar em tudo e em nada alternadamente, ora em tudo-nada, e ora no exercício pesado do nada-tudo.&lt;br /&gt;Resolvi sair daquela estátua grega, e antes do movimento de músculos pensei: “Será que aquela formiga farejadora se encontra em meu braço?” Para responder esta pergunta, de súbito, o braço foi a água, num coice: “É isto que vamos ver!”&lt;br /&gt;Olhei para a superfície da água e não a encontrei e, de repente ao fundo, no cume da curva cossena de meu braço na água, havia um ser se digladiando com o nada; suas pernas e braços pareciam um bebê chorando com todas as suas forças, a formiga estava condenada!&lt;br /&gt;Olhei para o seu desespero. Pensei: “Coitada da formiga! Está ao fundo! Como luta para sobreviver, num mar misterioso e absoluto, abstrato e pulverizadamente concreto, onde a água baila abraçada a convidada ao som de um fúnebre ritual agônico”. E eu, igual a um urubu-Cabralina mobilizado, esperava o desfecho final, observando aquela luta perdida, dependendo dos poucos segundos que a vida reservara.&lt;br /&gt;(sabe-se que a formiga é terráquea, que não ousa passar por um chão coberto de gotículas de água).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rfw3srluh8I/AAAAAAAAABk/AHBICHl6YCQ/s1600-h/formigah2o.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rfw7i7luiAI/AAAAAAAAACE/Z0qZylrXRKw/s1600-h/formigah2o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042971154045634562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rfw7i7luiAI/AAAAAAAAACE/Z0qZylrXRKw/s200/formigah2o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E lutava a desgraçada, como lutava... seus movimentos intensos não a movia daquela posição, do fundo da piscina. Assistia sua eutanásia: todo seu corpo remexia, sem cessar, perninhas todas juntas, tronco, cabeça também... E repentinamente, em minha cabeça passou uma onda cossena (agora para cima), onde meus olhos brilharam vendo aquela empatia de vida, vendo aquele seu clamor, aquele grito de socorro, aquele pedido desesperado de companheiros, aquela mendicância instintiva de um parente que pede para salvá-lo da bancarrota, aquele gesto de vida, a sua consciente comunicação, que me fez tentar de todos os modos salvá-la. Neurônios a e=m.c2 se conectavam a fórmula de salvaguarda, analisando o peso de minha companheira com a qualidade fluída e concreta da água. Não encontrei a solução precisa, e num ato intuitivo de quem já não podia mais esperar, o segundo já saído de sua última casa, fiz uma concha feito caçamba em volta da formiga e ela, devido a batalha travada entre Hades, Tétis, Chronos e Hera (em seu cruel arbítrio), escorreu para fora de minhas mãos.&lt;br /&gt;Ao tentar novamente, já comovido pelo fracasso em minha alteridade, parei o braço e vi um redemoinho que se criou para cima e colocou a formiga para a superfície perto da borda. Minha razão se perdeu, como um desligar de televisão, e parece que algo fiz ainda que a guerreira alcançou a borda e se agarrou como que a vida fosse um gigante chorão, que para não se esvair ao abismo, se prendesse a uma folhinha de árvore. Minha surpresa foi tamanha que meus olhos grudaram em seus nervos de aço agarrado a superfície lisa da piscina. Minha razão se acendeu como o abrir de uma cortina de cinema e, minha amiga que renascia estava na superfície do ar com a água. Empurrei com o dedo a sua bundinha, certo de que suas reações a impossibilitaria de me castigar com a sua mordida, e ela pode enfim esquecer de sua vida. &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rfw4srluh9I/AAAAAAAAABs/Sudhs5fgVn8/s1600-h/formiga.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de seu habitual cotidiano, pude observar o susto e a alegria em seu corpo depois que retomou o piso quente de cerâmica maciça. Ela parecia que se tocava em suas partes dizendo “estou viva” numa explosão fina de adrenalina. E ela correu para o nada, numa linha reta para o horizonte, cada vez mais distante de sua casa. Era o final clássico e absolutamente real de um filme. &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rfw53Lluh-I/AAAAAAAAAB0/6-wxHZ8JyHI/s1600-h/formiga.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042969302914729954" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rfw53Lluh-I/AAAAAAAAAB0/6-wxHZ8JyHI/s200/formiga.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ainda imaginando que ela iria contar sua experiência a suas amigas, a seu povo. Ela seria o fruto vivo e consciente de sua história, o início de uma nova era em seu formigueiro, o louco, o gênio, o desajustado, alegre, cantador e criativo, a qual um dia todos irão se lembrar...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-117012396477484802?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/117012396477484802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=117012396477484802' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/117012396477484802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/117012396477484802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/01/no-uma-fico-um-dia-na-piscina-estava.html' title='Não é uma ficcção...'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_aZHonFtg4KU/Rfw7i7luiAI/AAAAAAAAACE/Z0qZylrXRKw/s72-c/formigah2o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-116899348780693081</id><published>2007-01-16T20:22:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T21:30:24.920-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desemmimmesmado; em mim mesmo; existência'/><title type='text'>DESEMMIMMESMADO</title><content type='html'>Voltar a escrever,&lt;br /&gt;a catar meus sentimentos como quem cava a água e retira à palma da mão,&lt;br /&gt;a mentir e entregar estes versos ao anonimato,&lt;br /&gt;a ceder ao pranto, à chuva fina na ilha verde&lt;br /&gt;vista do continente, da areia da praia,&lt;br /&gt;onde a bola voa, o copo vira e pessoas trabalham.&lt;br /&gt;Ocupações, mentes, sensações, matutações,&lt;br /&gt;adrenalina no sangue,&lt;br /&gt;prazer na melancolia,&lt;br /&gt;e o trabalho...o trabalho?!&lt;br /&gt;Ocupações todas que fogem da certeza de estarmos a sós, em mim mesmo.&lt;br /&gt;Reclamamos do trabalho (este prazer incompreendido)&lt;br /&gt;para jogarmos bola, para virarmos copos,&lt;br /&gt;e na ausência disto, reclamamos e pensamos no trabalho, nada desejado.&lt;br /&gt;Medimos a hora de jogar, de beber para não ficarmos demasiados, a sós.&lt;br /&gt;Passamos o dia na função de nos ocuparmos para que não fiquemos a sós.&lt;br /&gt;E no jogo, temos que mostrar que somos bons em defender, em atacar, e liderar,&lt;br /&gt;enfim, em alguma coisa. No beber, mostrar que sempre estamos no controle,&lt;br /&gt;ou na alegria do meu "jeitão", ou na tristeza do meu "pleno e adulto controle".&lt;br /&gt;Há um vazio a que não nos deixamos entregar, uma negação de que&lt;br /&gt;viemos da terra e que voltaremos a ela. Não nos entregamos a este cosmo que&lt;br /&gt;nos coloca no patamar nem superior, nem inferior da natureza. Na real,&lt;br /&gt;nos coloca em patamar algum (porque não há patamar), e sim a certeza de que envelhecemos a cada dia.&lt;br /&gt;Ao invés de sentir, ocupamo-nos com a mente funcionando intranquilamente.&lt;br /&gt;Não experimentamos estarmos sob a ponte.&lt;br /&gt;Parar e sentir a sua tridimensão.&lt;br /&gt;Ansiedade, imediatismo, mente e tormento, flechas-siga,&lt;br /&gt;passamos pela vida sem parar para sentir seu presente momento.&lt;br /&gt;Seu precipício, a sua base de segurança, seu relevo, a fluidez do rio, seu retorno.&lt;br /&gt;Ficar sozinho é algo que não sabemos o que É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, que inveja do homem do campo ("do caipira"), dos monges budistas.&lt;br /&gt;E achava que suas vidas eram vazias ( diga-se: sem emoções),&lt;br /&gt;do uísque 12 anos,&lt;br /&gt;dos espetáculos de fim de semana,&lt;br /&gt;só porque a não-ação (que concebo) na varanda do campo, é algo a mim inconcebível, impensável.&lt;br /&gt;E agora me encontro pasmo,&lt;br /&gt;porque vejo o caminho reto que construí, e que me arquitetou inflexível e deformado.&lt;br /&gt;O que me desespera é que continuarei estando assim: Desemmimmesmado a todo momento. Talvez. E pergunto: Em que momentos eu estou em mim mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é por isto que existe a chuva,&lt;br /&gt;não é para estarmos dentro das janelas,&lt;br /&gt;nem para lubrificarmos nossos olhos, sentir o coração bater,&lt;br /&gt;nem para refletir esta parede de prata que espelha nós mesmos,&lt;br /&gt;deformados de nossas imagens e felizes ( negando a tristeza, proibindo-nos de sentí-la, como uma lei: é proibido sentir!),&lt;br /&gt;a chuva nem é para derreter a alma, nem para remover o peso, nem para renovar o espírito.&lt;br /&gt;Mas uma coisa ela é: Água!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me peça uma proposta! o caminho?&lt;br /&gt;Mais uma vez, não procure imediatamente receitas da felicidade ( como psícologo, posso ajudar).&lt;br /&gt;E a vida é o sagrado e o profano, a união dessas contradições, assim,&lt;br /&gt;há muito em viver, inclusive em celebrarmos na roda das paixões o desemmimmesmadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho é a aceitação da natureza. A pessoa que não trabalha, não a encontra, torna-se homem máquina de si mesmo, ignorante, e fica perdida.&lt;br /&gt;O ponto a que chegamos com o trabalho é o ponto extremo de nossas forças, é o ponto do desprazer, da morte vivida, inconcebívelmente anunciada e velada. Este trabalho, (neo) capitalista está ancorada na negação do ócio, do descanso, do relaxamento, do sono, impossibilitando o prazer.&lt;br /&gt;O prazer é a fonte de vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-116899348780693081?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/116899348780693081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=116899348780693081' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/116899348780693081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/116899348780693081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/01/desemmimmesmado.html' title='DESEMMIMMESMADO'/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38430830.post-116774261746696230</id><published>2007-01-02T09:41:00.000-03:00</published><updated>2007-01-02T10:09:45.243-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Pedra Fundamental&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas postagens irão começar...tenho em mente alguns assuntos, mas peço tempo.&lt;br /&gt;está sendo excitante poder compartilhar pensamentos, impressões, críticas, com amigos e outras pessoas com olhares interessantes. "Universo em desencanto"... e encantando novamente, participar desta pulsação!!&lt;br /&gt;Será um exercício gostoso, de exposição, onde aqui encontro uma ferramenta para trabalhar o auto-conhecimento e a comunicação de idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem vindos neste espaço. É a minha casa, e está livre para quaisquer comentários, elogios, críticas, sugestões. Enfatizo novamente: sinta-se a vontade, livre, para fazer os comentários. Livre!! Louvre para incendiar!! neste espaço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38430830-116774261746696230?l=desemmimmesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/feeds/116774261746696230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38430830&amp;postID=116774261746696230' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/116774261746696230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38430830/posts/default/116774261746696230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desemmimmesmado.blogspot.com/2007/01/pedra-fundamental-minhas-postagens-iro.html' title=''/><author><name>Desemmimmesmado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12655707543131983417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
